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Quase seis em cada dez europeus têm visão negativa da imigração de fora da UE

Quase seis europeus em cada dez manifestam sentimentos negativos em relação a imigrantes de fora da União Europeia (UE), enquanto uma crescente maioria aprova a imigração por cidadãos do espaço comunitário, segundo um Eurobarómetro divulgado hoje.

© Feisal Omar / Reuters

Nos primeiros resultados do inquérito de outono à opinião pública, divulgado pela Comissão Europeia, 59% dos europeus manifestam sentimentos negativos em relação a imigrantes de países fora dos 28 Estados-membros, um crescimento de três pontos percentuais em relação ao anterior relatório, relativo à primavera de 2015.

Em contrapartida, uma larga e crescente maioria dos europeus (55%) dá nota positiva à imigração de cidadãos de países da União Europeia, enquanto 38% revelou um sentimento negativo.

Em 23 países, a maioria aprovou a imigração de países comunitários, principalmente na Suécia (80%), Luxemburgo (77%) e Finlândia (74%), enquanto com sentimentos negativos estiveram República Checa (56%), Chipre (56%) e Grécia (50%).

O crescimento da avaliação positiva ocorreu, sobretudo, na Bélgica, Letónia e Hungria.

Em 25 países, mais dois em comparação com os dados da primavera, houve maiorias a 'chumbar' a imigração de fora da UE, como Eslováquia (86%), Letónia (86%) e Hungria (82%), enquanto do lado oposto estiveram Suécia (70%), Espanha (53%) e Irlanda (49%).

Na comparação com o anterior Eurobarómetro, os pontos de vista negativos ganharam terreno em 18 países, como a Roménia (mais 20 pontos percentuais), e Eslovénia (19 pontos percentuais).

Quase nove em cada dez europeus defendem medidas adicionais para combater a imigração ilegal de cidadãos de fora da UE, com mais de 21% a defender que estas devem ser tomadas a nível nacional e 32% a nível comunitário.

Mais de dois terços manifestaram-se a favor de uma política europeia comum de migração, registando-se um decréscimo de cinco pontos percentuais em relação ao anterior relatório à opinião dos europeus.

Os principais defensores de uma política comum foram os holandeses (83%), alemães (82%) e espanhóis (81%). A única exceção foram os checos que preferem uma política nacional.

A defesa do livre movimento de pessoas na UE continua a ter o apoio forte de três quartos dos europeus, com as maiores percentagens a encontrarem-se nos três estados bálticos (Lituânia, Estónia e Letónia). Dos números disponíveis para Portugal, o documento citou 83% de apoiantes.

O inquérito foi feito entre 07 e 27 de novembro em 34 países ou territórios: nos 28 Estados-membros da UE, nos cinco candidatos à adesão (antiga República jugoslava da Macedónia, Turquia, Montenegro, Sérvia e Albânia) e no norte de Chipre controlado pela Turquia.

Este Eurobarómetro foi realizado poucos dias depois da divulgação das previsões económicas de outono, que apontaram para a recuperação económica e para a tendência de diminuição do desemprego, e após o agravamento da crise dos refugiados e dos ataques terroristas de 13 de novembro em Paris em que morreram 130 pessoas.

Os autores notaram também terem ocorrido eleições nacionais na Letónia, Dinamarca, Grécia, Portugal, Polónia e Croácia.

Lusa

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