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Coreia do Sul e Japão chegam a acordo sobre "mulheres de conforto"

A Coreia do Sul e o Japão alcançaram hoje um acordo sobre o delicado assunto das escravas sexuais coreanas da II Guerra Mundial, revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano.

Reuters

O acordo vai ser "final e irreversível" se o Japão cumprir as suas responsabilidades, afirmou o chefe da diplomacia da Coreia do Sul, Yun Byung-Se, em declarações aos jornalistas, após conversações com o seu homólogo japonês, Fumio Kishida.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul e do Japão reuniram-se hoje, pelas 14:00 (05:00 em Lisboa), em Seul, para tratar da delicada questão das mulheres coreanas obrigadas a prostituírem-se pelo exército nipónico durante a ocupação japonesa (1910-1945).

O chefe da diplomacia do Japão, Fumio Kishida, anunciou que Tóquio se compromete a canalizar 1.000 milhões de ienes (cerca de 7,6 milhões de euros) para um fundo de compensação às "mulheres de conforto".

Em conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo sul-coreano, Yun Byung-se, o ministro nipónico expressou as "profundas desculpas" do Governo japonês pelo dano causado às mulheres coreanas.

"O assunto das mulheres de conforto (...) ocorreu com o envolvimento do exército japonês (...) e o Governo japonês sente profundamente a sua responsabilidade", afirmou o ministro.

Estima-se que cerca de 200.000 mulheres -- chamadas 'mulheres de conforto' -- tenham sido forçadas a prestar serviços sexuais a membros das tropas nipónicas, a maioria delas na China e na península coreana, entre os anos 30 do século passado e o final da II Guerra Mundial, em 1945.

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