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Chinesa confessa ter assassinado oito idosos

Uma chinesa que cuidava de idosos confessou em tribunal ter matado um paciente, para receber o seu salário mais cedo, num caso que admitiu ter-se repetido por sete vezes, avançou hoje a imprensa local.

Arquivo Reuters

He Tiandi, de 45 anos, foi a julgamento na semana passada na cidade de Guangzhou, sul da China, acusada do homicídio de uma mulher na casa dos 70 anos.

De acordo com a imprensa, a nora da vítima prometeu a He pagar o salário na íntegra, mesmo se a morte do paciente ocorresse antes de esta completar um mês de trabalho.

Quatro dias após, He terá estrangulado o paciente com um fio de nylon, após lhe ter servido uma sopa com comprimidos para dormir e produtos tóxicos, refere o Guangzhou Daily.

Durante o interrogatório, He confessou ter assassinado outros sete pacientes e tentando envenenar outros dois, refere o artigo, que acrescenta que o procurador não teve em conta aqueles casos por falta de evidências.

De acordo com o Gabinete Nacional de Estatísticas chinês, 212 milhões de pessoas na China têm mais de 60 anos.

"Cada vez mais pessoas irão precisar dos cuidados de outros num futuro próximo", comentou hoje, em editorial, o jornal oficial China Daily, referindo-se àquele caso.

Enquanto as crianças "podem ser deixadas em segurança em lugares afastados de pessoas mal-intencionadas, devia ser possível registar e controlar os cuidadores de idosos", acrescentou.

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