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Primeira-dama do Japão visita controverso santuário de guerra

A primeira-dama do Japão, Akie Abe, publicou numa rede social fotos da sua visita ao controverso santuário de Yasukuni, em Tóquio, um templo que presta homenagem aos mortos da II Guerra Mundial e de outros conflitos bélicos

Arquivo reuters

O anúncio publicado pela mulher do primeiro-ministro, Shinzo Abe, desconcertou hoje os analistas, dado que a visita coincide com o histórico acordo, conquistado na véspera, entre os Governos japonês e sul-coreano para resolver a disputa em torno das escravas sexuais.

Os dois países chegaram a um acordo sobre a delicada questão das mulheres submetidas à escravidão sexual pelas forças de Tóquio durante a II Guerra Mundial, sendo que a península da Coreia foi colónia japonesa desde 1910 até ao final da II Guerra Mundial, em 1945.

O acordo prevê uma compensação às sobreviventes que atinge um valor total de mais de oito mil milhões de dólares.

Estima-se que cerca de 200.000 mulheres -- chamadas 'mulheres de conforto' -- tenham sido forçadas a prestar serviços sexuais a membros das tropas nipónicas, a maioria delas na China e na península coreana, entre os anos 30 do século passado e o final da II Guerra Mundial, em 1945.

O santuário, de 145 anos, presta tributo a cerca de 2,5 milhões de cidadãos que morreram na Segunda Guerra Mundial e noutros conflitos bélicos.

Porém, é altamente controverso porque entre os homenageados figuram criminosos de guerra, tal como o general Hideki Tojo, que autorizou o ataque contra Pearl Harbor.

Os vizinhos do Japão, em particular China e Coreia do Sul, interpretam a 'peregrinação' de políticos e dignitários japoneses ao santuário como um insulto e uma dolorosa lembrança da agressão de Tóquio na primeira metade do século XX.

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