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Suíça suspende programa de vistos especiais para dançarinas e strippers

A Suíça decidiu suspender a partir de 1 de janeiro um polémico programa de vistos de trabalho especiais para dançarinas e strippers estrangeiras, destinado a protegê-las da exploração sexual, que beneficiou mais de 700 mulheres em 2015.

Desde 2005, mais de 10.700 pessoas receberam o visto especial, designado "Autorização L". (Arquivo)

Desde 2005, mais de 10.700 pessoas receberam o visto especial, designado "Autorização L". (Arquivo)

© Paulo Whitaker / Reuters

O programa, lançado em 1995, destinava-se a mulheres oriundas de países que não pertencessem à União Europeia (UE) e que pretendessem trabalhar na Suíça como dançarinas de cabaret ou de 'striptease'. O objetivo era protegê-las da violência e do tráfico sexual.

Após uma longa investigação, as autoridades anunciaram em 2014 que o programa não estava a atingir os seus objetivos, tendo sido detetados casos de mulheres detentoras dos vistos especiais sujeitas a prostituição forçada.

A porta-voz dos serviços de imigração, Lea Wertheimer, confirmou hoje à agência France Presse que o programa é oficialmente cancelado a partir de 01 de janeiro.

Segundo Wertheimer, 751 pessoas receberam o visto especial em 2014 e 712 em 2015, sendo as principais nacionalidades russa, dominicana e tailandesa.

Desde 2005, mais de 10.700 pessoas receberam o visto especial, designado "Autorização L".

O programa foi polémico, com os defensores a argumentarem com a proteção das mulheres e a possibilidade de obterem rendimentos elevados para ajudarem as famílias no país de origem e os detratores a afirmarem que ele acabou por beneficiar os traficantes de mulheres e intermediários que exigiam dinheiro para ajudá-las a obter o visto.

Lusa

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