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Três mortos e 43 feridos em motim numa cadeia venezuelana

Três pessoas morreram e pelo menos outras 43 ficaram feridas, entre elas um politólogo luso-venezuelano, durante um motim ocorrido hoje de manhã (tarde em Lisboa) numa cadeia venezuelana, situada a 150 quilómetros a sul da cidade de Caracas.

Segundo as rádios locais, o motim ocorreu no Centro de Reclusão para Processados Judiciais 26 de Julho, situado nas proximidades da Penitenciária Geral da Venezuela (a maior cadeia do Estado venezuelano de Guárico).

, o que teria originado, inicialmente, a ideia da existência de conflitos em dois cárceres.

Durante o motim, três pessoas morreram na sequência da explosão de uma granada, uma funcionária, um segurança e um detido e 43 ficaram feridas, entre eles 15 funcionários da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).

Entre os feridos, segundo o advogado Alfredo Romero, porta-voz do Foro Penal Venezuelano, encontra-se o politólogo luso-venezuelano Vasco da Costa, que é tido como preso político por várias organizações não governamentais venezuelanas.

Entretanto, em declarações ao canal televisivo de notícias da Colômbia, NTN 24, Ana da Costa, irmã do politólogo, explicou que os presos decidiram manifestar-se em protesto por alegados maus tratos "e a Guarda decidiu disparar-lhes 'perdigones' (tiros de borracha) e lançar-lhes bombas de gás lacrimogéneo".

"Não temos podido vê-lo, só nos chamou para dizer que estava ferido e que estava a sangrar muito do braço direito", disse, a NTN 24.

Ana da Costa contou que a prisão é uma espécie de "armazém de supermercado, com uma edificação dentro, teto e grades de churrasqueira".

"Aí os agridem (fisicamente) e não lhes dão alimentos. Meu irmão tem 40 quilogramas menos (do que quando foi preso)", frisou.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, contatar com vários familiares e amigos do luso-venezuelano.

De momento não existe nenhum comunicado oficial sobre os acontecimentos.

Filho de um antigo cônsul de Portugal, Vasco da Costa, 56 anos, foi detido a 24 de julho de 2014, e acusado de estar relacionado com uma farmacêutica que alegadamente estaria envolvida em planos para desenvolver engenhos explosivos caseiros, durante os violentos protestos que ocorreram no primeiro semestre de 2014, contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro.

Participou como candidato, nas eleições parlamentares de 06 de dezembro último, sem no entanto obter votos suficientes para ser eleito deputado.

A sua candidatura teve o apoio do partido Nova Ordem Social, presidido pela luso-venezuelana e ex-candidata presidencial Venezuela Portuguesa da Silva.

Lusa

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