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Partido Comunista Chinês reforça proibição das superstições

O Partido Comunista Chinês reforçou a proibição da crença em "superstições feudais", como parte de novas regulações disciplinares, avança hoje a imprensa estatal.

Reuters

O Presidente Xi Jinping tem vindo, nos últimos meses, a apertar o controlo dentro do partido, juntamente com a sua campanha anticorrupção.

Xi Jinping exigiu aos 88 milhões de membros do partido uma maior adesão aos ensinamentos ideológicos e alertou-os contra o questionamento público de políticas oficiais.

As práticas supersticiosas, como a crença em adivinhos e nas práticas tradicionais chinesas de 'feng shui', vão contra as crenças centrais marxistas do partido, que dizem ser fundadas em métodos científicos.

Vários dirigentes de alto nível do partido foram acusados de participar em práticas supersticiosas nos últimos anos.

Zhou Yongkang, o antigo chefe de segurança e o mais alto detentor de cargo público a sucumbir à campanha anticorrupção, pediu conselhos a Cao Yongzheng, um adivinho e mestre da prática de meditação chinesa de 'qigong'.

Mais tarde, Cao Yongzheng testemunhou contra Zhou durante o julgamento.

As novas regras, que entraram em vigor este ano, ameaçam com expulsão do partido membros que "organizem" atividades supersticiosas, enquanto aqueles que apenas participem enfrentam avisos, diz a agência oficial Xinhua.

A linguagem utilizada é mais severa que a da versão anterior, de 2003, quando a "superstição feudal" estava incluída nas atividades que "perturbam a produtividade, o trabalho e a ordem social".

Agora, as novas regras elevam a "superstição feudal" a uma categoria por si própria, tornando-a uma violação distinta à disciplina do partido.

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