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Toque de recolher decretado no Iémen após combates que fizeram 22 mortos

Um toque de recolher nocturno entrou hoje em vigor em Aden, no Iémen, após lutas com grupos armados, presumivelmente "jihadistas", terem causado pelo menos 22 mortos, segundo a agência pró-governo sabanews.net e fontes de segurança.

Na madrugada de hoje, um imã sufi, Sheikh Ali Othman, considerado um moderado, foi morto a tiro em Aden, a segunda maior cidade do Iémen, num assassinato que agentes de segurança da cidade atribuem ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O toque de recolher vigora entre as 20:00 e as 05:00 locais (das 17:00 às 02:00 GMT), segundo uma decisão da comissão de segurança da província de Aden, no sul do país.

O anúncio do toque de recolher surge após violentos confrontos num dos portos de Aden, al-Moualla, terem causado 22 mortos, entre os quais se contam 10 membros das forças de segurança.

Um porta-voz das autoridades provinciais, citado pela sabanews.net, declarou que "homens armados" cercaram o porto, enquanto fontes da segurança disseram à Agência France-Presse (AFP) que os confrontos começaram quando forças leais ao presidente do Iémen, Abd Rabbo Mansour Hadi, tentaram garantir a segurança do porto, confrontando-se com homens armados que já estavam no local.

Ainda de acordo com estas fontes, a luta durou várias horas, tendo as forças pró-Hadi conseguido assumir o controlo do porto.

Por seu lado, testemunhas locais revelaram que, no domingo, Aden conheceu uma implantação sem precedentes de homens armados, sem que os habitantes soubessem a que grupos pertenciam.

Segundo a agência governamental, o presidente Hadi visitou hoje uma parte da cidade e o porto de Aden.

Desde março que se verifica um aumento da violência no Iémen, com combates entre as forças leais ao presidente Hadi, apoiadas por uma coligação árabe liderada pela Arábia Saudita, e rebeldes xiitas pró-iranianos, os houthis, que no final de 2014 tomaram a capital do país, Sana, e outras regiões.

Grupos "jihadistas", incluindo a Al-Qaeda e o Daesh, aproveitaram o caos dos últimos meses para fortalecer as suas posições, especialmente no sul do território.

Aden e quatro províncias do sul foram recuperadas no verão passado por forças pró-governo, mas várias áreas da cidade de Aden estão ocupadas por grupos "jihadistas", que, nas últimas semanas, têm cometido uma série de ataques mortais contra funcionários do governo e fechado várias faculdades para evitar a mistura de homens e mulheres entre os estudantes.

Desde março passado, a guerra no Iémen já causou cerca de 6.000 mortos, 28.000 feridos e 2,5 milhões de deslocados.

Com Lusa

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