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Bomba H é infinitamente mais potente que a bomba lançada sobre Hiroshima

As bombas H a hidrogénio, do género das que a Coreia do Norte afirma ter testado a 6 de janeiro de 2016 com sucesso, têm uma potência infinitamente superior às bombas A, como as que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945.

Os EUA testam a primeira bomba de hidrogénio, a "Ivy Mike", nas Ilhas Marshall, no oceano Pacífico, a 1 de novembro de 1952.

Os EUA testam a primeira bomba de hidrogénio, a "Ivy Mike", nas Ilhas Marshall, no oceano Pacífico, a 1 de novembro de 1952.

AP

Reuters

O Enola Gay, um bombardeiro B-29, largou a primeira bomba nuclear, apelidada "Little Boy", (Pequeno Rapaz, em português) sobre Hiroshima às 8:45 locais, a 6 de agosto de 1945, provocando a morte de 145.000 pessoas, a maioria da população da cidade, situada no sudoeste da Ilha Honshu.

O Enola Gay, um bombardeiro B-29, largou a primeira bomba nuclear, apelidada "Little Boy", (Pequeno Rapaz, em português) sobre Hiroshima às 8:45 locais, a 6 de agosto de 1945, provocando a morte de 145.000 pessoas, a maioria da população da cidade, situada no sudoeste da Ilha Honshu.

AP

Três dias depois da bomba lançada sobre Hiroshima, os EUA lançam a "Fat Man" sobre Nagasaki. Morreram 70.000 pessoas.

Três dias depois da bomba lançada sobre Hiroshima, os EUA lançam a "Fat Man" sobre Nagasaki. Morreram 70.000 pessoas.

AP

As bombas A libertam uma energia desencadeada pela fissão de elementos como o urânio ou o plutónio. As de hidrogénio - ou termonucleares - utilizam primeiro a fissão e depois a fusão nuclear, numa reação em cadeia.

Nenhuma bomba H foi até hoje utilizada além de ensaios. O arsenal estratégico nuclear norte-americano, mas também sem dúvida o da Rússia, é hoje em dia exclusivamente constituído por este tipo de engenhos, mas em miniaturas e com potências variáveis.

Bomba A

Habitualmente apelidada bomba atómica, utiliza o princípio da fissão dos núcleos atómicos. Foram desenvolvidas duas bombas: com urânio enriquecido e outra com plutónio.

A explosão do primeiro engenho deste tipo - em julho de 1945 no deserto do Novo México, EUA - revelou a potência destrutiva desta energia. A potência da bomba com urânio lançada sobre Hiroshima era de 15 quilotoneladas (0,15 megatoneladas). A bomba lançada sobre Nagasaki, com plutónio, tinha 17 quilotoneladas.

Quatro anos mais tarde, a 29 de agosto de 1949, a União Soviética fazia explodir a sua primeira bomba A, no deserto do Casaquistão.

Bomba H

Bomba a hidrogénio ou termonuclear, funciona com base no princípio da fusão nuclear e liberta uma energia superior às temperaturas e às pressões que existem no núcleo do Sol.
Quando uma bomba H explode, sucedem-se explosões químicas, nucleares e termonucleares num período de tempo infinitesimal.

A 1 de novembro de 1952, os Estados Unidos fizeram explodir secretamente este novo equipamento nas ilhas Marshall, no meio do Oceano Pacífico: a bomba apelidade "Ivy Mike". Um ano mais tarde, a União Soviética anunciava a sua vez de realizar um ensaio termonucelar. A 30 de outubro de 1961 lançou a "Tsar Bomba" sobre o Ártico, com uma potência de 57 megatoneladas, mais de 4 mil vezes superior à bomba A que caiu sobre Hiroshima.

Fusão nuclear: aglomeração de núcleos atómicos leves com libertação de energia, obtida por diminuição de massa.
Fissão nuclear: fenómeno que consiste na divisão de um átomo pesado (urânio, plutónio) por bombardeamento de neutrões, libertando enorme quantidade de energia.
(Fonte: Infopédia)

Pelo menos 9 países têm a bomba atómica

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU são considerados como "potências nucleares oficiais": Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e França.

A Índia (em 1974) e o Paquistão ( em 1998) juntaram-se a este grupo, assim como Israel.

Antes de anunciar o primeiro ensaio com a bomba H, a Coreia do Norte já testou por três vezes a bomba A - 2006, 2009 e 2013 - o que lhe valeu por várias vezes sanções internacionais.

O Irão assinou em julho de 2015 um pacto com as grandes potências (EUA, França, Grã-Bretanha, Rússia, China e Alemanha). O acordo prevê a limitação do programa nuclear iraniano para fins apenas civis de forma a poderem ser levantadas sanções internacionais.

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