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Soldado norte-americano morre em missão no Afeganistão

Um soldado norte-americano morreu e dois ficaram feridos numa operação conjunta no Afeganistão, perto da localidade de Marja, na província meridional de Helmand, informou esta terça-feira o Pentágono.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Abdul Malik / Reuters

"Lamentamos muito esta perda", declarou o brigadeiro Wilson Shoffner, porta-voz das Forças Armadas norte-americanas estacionadas no Afeganistão, as quais realizam frequentemente operações contra os talibãs em parceria com forças afegãs.

Falando numa conferência de imprensa, Peter Cook, porta-voz do Pentágono, informou que o soldado falecido era membro das forças especiais que estavam numa operação antiterrorista na zona de Marja quando foram surpreendidas por um ataque, que causou também ferimentos em vários soldados afegãos.

Em seguida, dois helicópteros deslocaram-se ao local, para prestar assistência às vítimas, mas um deles foi atingido por fogo inimigo, conseguindo, todavia, regressar à base, acrescentou Cook.

O porta-voz assinalou ainda que o combate prossegue nos arredores de Marja, o que revela a intensidade com que os talibãs continuam a lutar após o término oficial - no final de 2014 - da guerra iniciada na sequência dos atentados de 11 de setembro de 2001.

As forças especiais norte-americanas estão há vários dias a operar no sul do Afeganistão, em conjunto com as tropas afegãs treinadas pelos Estados Unidos, mas desde o início de dezembro que as forças talibãs tentam robustecer-se na província de Helmand, uma das mais instáveis do Afeganistão, na qual têm uma presença significativa.

O presidente Barack Obama anunciara em outubro que, face à intensidade dos ataques talibãs e à instabilidade do governo de Cabul, os 9.800 soldados norte-americanos no Afeganistão ali permaneceriam após 2016, recuando em planos anteriores de reduzir o seu número.

Peter Cook reconheceu hoje que a situação em Helmand e no resto do país continua "complicada" e adiantou que o Afeganistão é um "lugar perigoso" no qual as tropas dos EUA "estão expostas".

Os talibãs intensificaram os seus ataques pouco antes de representantes do Afeganistão, Paquistão, EUA e China tentarem retomar o processo de paz com o grupo insurgente, parado desde o último verão.

Lusa

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