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Ministro grego das Finanças visita várias capitais europeias, incluindo Lisboa

O ministro grego das das Finanças, Euclide Tsakalotos, inicia na sexta-feira uma deslocação de seis dias a várias capitais europeias, incluindo Lisboa, para conversações sobre a necessidade de aliviar a dívida grega, anunciou hoje o seu gabinete.

Ministro grego das Finanças, Euclide Tsakalotos (Reuters)

Ministro grego das Finanças, Euclide Tsakalotos (Reuters)

© Eric Vidal / Reuters

A Grécia chegou a acordo com os credores em julho para um terceiro programa de resgate em cinco anos, no montante de 86 mil milhões de euros, aceitando em troca lançar várias reformas económicas e sociais.

Os representantes dos credores - Banco Central Europeu, Comissão Europeia, Mecanismo Europeu de Estabilidade e Fundo Monetário Internacional (FMI) - vão regressar a Atenas a partir de 18 de janeiro para fazer uma primeira avaliação dos progressos alcançados em seis meses.

O sucesso desta avaliação poderá permitir a abertura de negociações sobre um alívio da dívida grega, que representa atualmente perto de 200% do Produto Interno Bruto (PIB).

Tsakalotos tenciona visitar Roma, Lisboa, Paris, Helsínquia, Amesterdão e Berlim para se reunir com os seus homólogos, Pier Carlo Padoan, Mário Centeno, Michel Sapin, Alexander Stubb, Jeroen Dijsselbloem e Wolfgang Schäuble.

"Tsakalotos vai discutir o programa europeu, tendo em vista a primeira avaliação e a questão da dívida grega", precisou um comunicado do Ministério das Finanças citado pela AFP.

O Presidente grego, Prokopis Pavlopoulos, deverá reunir-se em Berlim ainda este mês com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Antes de começar avaliação do programa, os gregos devem chegar a acordo para uma revisão do sistema de pensões e o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, já indicou que não aceitará exigências que não considere razoáveis.

Atenas também mostrou recentemente reservas quanto a possibilidade de o FMI continuar a participar no programa, tendo a organização liderada por Christine Lagarde, do ponto de vista grego, exigências sociais demasiado drásticas. No entanto, do lado europeu, algumas opiniões, como a da Alemanha, defendem que o FMI deve continuar no programa.

Lusa

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