sicnot

Perfil

Mundo

Homem morto ao atacar esquadra francesa tinha identidade falsa mas não era suspeito

O homem morto quinta-feira a tiro pela polícia francesa após tentar invadir uma esquadra, brandindo um cutelo, terá já sido identificado pela família e deverá tratar-se do tunisino Tarek Belgacem, informou hoje fonte próxima da investigação.

© Charles Platiau / Reuters

O indivíduo, morto pelos agentes quando corria para a esquadra a gritar "Allahu Akbar" ("Deus é grande"), exatamente um ano após o atentado às instalações do jornal satírico Charlie Hebdo, não era suspeito de radicalização ou terrorismo.

Com base nas suas impressões digitais, a polícia começou por identificá-lo como Sallah Ali, nascido em 1995 em Casablanca e descrito como sem-abrigo que havia sido detido em 2013 por roubo.

Porém, segundo o procurador de Paris, François Molins, o homem não tinha documentos na sua posse quando foi detido e deu dados falsos às autoridades, tendo a identidade que indicou sido agora "contrariada por uma nota escrita à mão encontrada nas suas roupas".

Fontes da investigação revelaram, por seu lado, que aqueles que se apresentaram como seus parentes o identificaram através de uma fotografia, sendo ainda cedo para falar numa "identificação formal".

De acordo com François Molins, no momento em que foi abatido pela polícia, Tarek Belgacem tinha consigo um telemóvel com um cartão SIM alemão, que os órgãos de comunicação franceses dizem ter diversas mensagens em árabe, algumas enviadas da Alemanha.

Quanto à nota, estava manuscrita em árabe e incluía uma bandeira do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) desenhada à mão.

Documentos encontrados nas roupas do homem tunisino indicam também que ele prometera fidelidade a Abu Bakr al-Baghdadi, líder do EI, e que justificava o ataque à esquadra como um ato de vingança pelos bombardeamentos franceses à Síria.

A ministra da Justiça francesa, Christiane Taubira, afirmou que o atacante não constava das bases de dados dos suspeitos de terrorismo, não havendo indicação de que se tinha radicalizado.

Mais de 1.000 cidadãos franceses deixaram o país para se juntar à luta 'jihadista' e, hoje, um tribunal francês condenou dois homens - um deles na ausência do réu - a seis e a dez anos de prisão por terem viajado para ingressar nas fileiras do EI na Síria.

Também o francês Salim Benghalem, um elemento-chave do EI, com ligações aos responsáveis pelo atentado ao Charlie Hebdo, foi esta quinta-feira condenado à revelia a 15 anos de cadeia.

Desde o ataque ao semanário satírico, 200 pessoas em França ficaram com restrições de viajar, como forma de prevenir que se juntem à organização extremista na Síria ou no Iraque.

Lusa

  • Incêndios em Portugal - um mês depois
    9:10

    Reportagem Especial

    Regressar a casa para refazer a vida é tudo o que querem as famílias a quem o fogo levou quase tudo, há cerca de um mês. Contudo, esse regresso não tem sido fácil. Depois dos incêndios, famílias e empresas ainda têm de vencer as burocracias. A Reportagem Especial deste sábado regressa a Seia, onde arderam mais de 70 casas de primeira habitação e onde a vida de muitos parece ter entrado num impasse.

  • Caixa multibanco assaltada em Portugal a cada dois dias
    2:43

    País

    O semanário Expresso conta que a mulher que morreu vítima de um disparo de agentes da PSP foi atingida pelas costas. O caso está a ser investigado pela PJ, que procura encaixar as peças da noite que acabou com uma morte inocente mas que começou com uma perseguição a um grupo de assaltantes de um multibanco. Assaltos que são cada vez mais comuns e que preocupam o Governo. A cada dois dias, uma caixa é assaltada.

  • Metro de Lisboa vai reduzir consumo de água

    País

    O Metro de Lisboa colocou em prática um programa para reduzir o consumo de água devido à situação de seca em Portugal, respondendo assim ao apelo do Ministério do Ambiente, segundo um comunicado divulgado este sábado.