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Obama não apoiará candidatos que se oponham a maior controlo de venda de armas

O Presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu, na quinta-feira, não fazer campanha ou votar em qualquer candidato a seu sucessor que não apoie uma maior regulamentação de venda de armas.

© Kevin Lamarque / Reuters

Num artigo publicado antes de participar num fórum sobre o tema, o democrata garantiu que votará contra membros do seu próprio partido, se necessário.

"Além de continuar a tomar todas as medidas possíveis como Presidente, vou também tomar todas as medidas que puder enquanto cidadão", escreveu, num artigo de opinião publicado pelo jornal The New York Times.

"Não vou fazer campanha, votar ou apoiar qualquer candidato, mesmo do meu partido, que não apoie uma reforma de bom senso [à regulamentação da venda] de armas", afirmou.

Essa lista pode incluir a senadora democrata Heidi Heitkamp, da Dacota do Norte, que votou contra uma reforma em 2013.

No mesmo artigo, o Presidente norte-americano admitiu que "reduzir a violência com armas será difícil".

"É claro que uma reforma baseada no bom senso não vai acontecer com este Congresso, não vai acontecer durante a minha presidência", escreveu.

"Apesar disso há passos que podemos tomar para salvar vidas, e todos nós -- no Governo, no setor privado ou como cidadãos -- temos um papel", indicou o Presidente.

O artigo surge dois dias depois de Obama anunciar a sua intenção de avançar com decretos executivos para aumentar o recurso à verificação de antecedentes criminais na venda de armas entre particulares.

Até agora, apenas os vendedores de armas com licença federal estavam obrigados a verificar os antecedentes dos compradores. As regras atuais não abrangiam os mercados informais como feiras ou os 'sites' na Internet.

As medidas apresentadas por Obama acabam por ter um caráter limitado, uma vez que os conselheiros presidenciais consideraram que ações como estabelecer unilateralmente a universalidade da verificação dos antecedentes ou proibir os carregadores de munições de alta capacidade extravasavam a autoridade legal do Presidente.

Estas medidas surgiram após um chumbo do Congresso, controlado pelos republicanos nas duas câmaras desde 2014, a reformas à regulamentação da venda de armas e controlo dos antecedentes penais e psicológicos, apresentadas depois do tiroteio no colégio Sandy Hook, em finais de 2012, em que morreram 20 crianças.

Lusa