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Centenas de mulheres manifestam-se contra violência em Colónia

Várias centenas de mulheres participaram hoje na marcha da catedral de Colónia, oeste da Alemanha, para protestar contra a violência alegadamente exercida por refugiados na noite da passagem do ano.

Colónia, Alemanha

Colónia, Alemanha

© Wolfgang Rattay / Reuters


Empunhando cartazes onde se lê "Não vamos dizer não. É o nosso direito. Fiquem longe de nós" ou "Não à violência contra as mulheres, seja em Colónia, na festa da cerveja ou no quarto", as mulheres fizeram-se ouvir com apitos e batendo em tambores, de acordo com um jornalista da Agência France Presse.

"Queremos sentir-nos em segurança novamente (...) Estou aqui por todas as mães, filhas, netas, avós que se querem deslocar em segurança", explicou Martina Schumeckers, música de 57 anos, que organizou a marcha.

Após a manifestação de protesto contra as agressões sexuais que vitimaram algumas mulheres na noite da passagem do ano vai realizar-se, ao início da tarde, um comício do movimento de extrema-direita "Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente" que, segundo a polícia, pode atrair cerca de mil participantes.

À mesma hora da manifestação, cerca de um milhar de manifestantes de esquerda reuniram-se na principal praça de Colónia com cartazes onde se lia "Os refugiados são bem-vindos" ou "O fascismo não é uma opinião, é um crime".

Naquela mesma praça, na noite de Ano Novo, os atos de roubo e violência sexual deram origem a cerca de 200 queixas, duas das quais por violação, segundo o jornal Spiegel.

A polícia federal identificou 31 suspeitos, dos quais 18 são requerentes de asilo.

A polícia registou mais de 120 queixas apresentadas por mulheres sobre assaltos, abusos sexuais e duas violações, alegadamente cometidos por grupos de homens jovens que se encontravam entre a multidão que comemorava a passagem de ano perto da principal estação de comboios da cidade.

Várias testemunhas relataram que grupos de 20 a 30 jovens adultos "que pareciam ser de origem árabe" cercaram e agrediram as vítimas.

Lusa

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