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EUA perdem míssil na Europa que reaparece em Cuba

Um míssil dos EUA, da categoria Hellfire, desativado para efeitos de formação, foi perdido na Europa, no verão de 2014, e reapareceu em Cuba, onde os norte-americanos procuram recuperá-lo, confirmou hoje uma fonte conhecedora do assunto.

© Nikola Solic / Reuters


A informação tinha sido avançada pelo Wall Street Journal e o insólito de um míssil norte-americano acabar na posse de um Estado com o qual nem sequer tinha relações diplomáticas resultou de uma sucessão de alegados erros logísticos na Europa.

O Hellfire chegou a Cuba há 18 meses, antes portanto da aproximação diplomática entre Washington e Havana iniciada em dezembro de 2014.

O governo norte-americano tem o hábito de transportar estes mísseis desativados e incompletos, produzidos pelo grupo Lockheed Martin, antes de os vender operacionais, para fins de treino e formação, como foi o caso recentemente no Iraque, disse à AFP um conhecedor do sistema.

Os diplomatas e militares norte-americanos não têm juridicamente o direito de se exprimir publicamente sobre contratos comerciais de armas.

No verão de 2014, o míssil tinha sido enviado para Espanha pelo seu construtor com a autorização do Departamento de Estado para exercícios militares da NATO.

A arma deveria depois ter sido reenviada, por avião comercial, para o Estado da Florida, via Frankfurt, segundo a mesma fonte.

Foi então que começou a cadeia de erros logísticos, que levaram o míssil a ser carregado num camião fretado pela Air France, em direção ao aeroporto de Roissy, e depois colocado a bordo de um avião cargueiro da transportadora aérea para Havana, segundo aquele jornal, que citou fontes anónimas.

A fonte da AFP evoca apenas um voo da Air France saído da Alemanha e chegado a Cuba.

Segundo esta, tratou-se de um acidente e não de uma possível atividade criminosa, apesar de o Departamento da Justiça dos EUA ter aberto um inquérito.

A Lockheed Martin tinha comunicado com rapidez ao Departamento de Estado o desaparecimento do míssil, com Washington, desde há meses, a procurar recuperá-lo junto das autoridades cubanas.

Os norte-americanos, que se reaproximaram dos cubanos, não querem, por princípio, que a sua tecnologia caia nas mãos de países estrangeiros, muito mais quando se trata de potências concorrentes, como a Federação Russa ou a China.

Lusa

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