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Carles Puigdemont empossado presidente do governo regional da Catalunha

O independentista Carles Puigdemont foi este domingo empossado como presidente da Catalunha (nordeste), com um mandato para liderar a região no processo de secessão de Espanha, no próximo mais ano ou mais tarde.

O presidente da câmara municipal de Girona e dirigente da Convergência Democrática da Catalunha (CDC) transformou-se assim no 130.º chefe do governo regional catalão.

O presidente da câmara municipal de Girona e dirigente da Convergência Democrática da Catalunha (CDC) transformou-se assim no 130.º chefe do governo regional catalão.

© Albert Gea / Reuters

"Viva a Catalunha livre", exclamou o novo presidente regional, de 53 anos, depois de ter obtido os votos favoráveis de 70 deputados num total de 135, 63 contra e duas abstenções.

O presidente da câmara municipal de Girona e dirigente da Convergência Democrática da Catalunha (CDC) transformou-se assim no 130.º chefe do governo regional catalão (Generalitat), duas horas antes de terminar o prazo para a investidura e após intensas negociações entre o JxSi (Juntos pelo Sim) e a CUP (Candidatura de Unidade Popular), desbloqueadas após a renúncia do ex-presidente Artur Mas (2010-2016).

Antes da investidura de Puigdemont, o chefe do governo espanhol tinha advertido que não será tolerado qualquer ato que ponha em perigo a unidade de Espanha.

"O governo não deixará passar um único ato que possa prejudicar a unidade e a soberania de Espanha", declarou Mariano Rajoy, num discurso transmitido em direto pela televisão, a partir de Madrid, alguns minutos antes da votação de investidura do parlamento catalão, em Barcelona.

"Temos mais instrumentos que nunca para defender a nossa unidade, as principais forças políticas estão de acordo com isto", afirmou Rajoy, referindo-se a Pedro Sanchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), e a Albert Rivera, do Cidadãos. O líder do Partido Popular acrescentou ainda não ter falado com Pablo Iglesias do Podemos.

"O Estado funciona sempre e a democracia tem sempre a mesma validade, independentemente do governo em funções", disse o primeiro-ministro espanhol.

Rajoy garantiu que não serão criadas instituições catalãs à margem da lei. "Os espanhóis que podem estar tranquilos", disse.

Esta tarde, Carles Puigdemont pediu que o processo de secessão avance no parlamento catalão.

"Devemos (...) lançar o processo para criar um Estado independente na Catalunha, para que as decisões do parlamento catalão sejam soberanas", disse, sob aplausos, algumas antes da sessão da assembleia em que deverá ser eleito para chefiar o governo regional, sucedendo a Artur Mas.

Lusa

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