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Professor judeu agredido em França por adolescente armado com catana

Um professor judeu foi agredido esta manhã em Marselha, sudeste de França, em plena rua por um adolescente munido de uma catana que reivindicou um ataque anti-semita, referiram testemunhas citadas pela agência noticiosa AFP.

O jovem, nascido em 2000, golpeou por diversas vezes a vítima, de 35 anos e professor no Instituto franco-hebraico, que ficou ferida nas costas e numa mão, segundo fonte policial.

O autor deixou a arma no local e iniciou uma fuga, antes de ser detido dez minutos depois pela polícia.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, condenou na sua conta na rede social Twitter uma "revoltante agressão anti-semita".

Fonte judicial anunciou a abertura de um inquérito pelo procurador de Marselha por "tentativa de assassinato por motivos de religião" e "apologia do terrorismo".

"Trata-se de um indivíduo muito excitado, mas que reivindica claramente o seu ato, que pode se qualificado de anti-semita", indicou fonte próxima do processo. Outro responsável referiu de início que "o indivíduo parece não deter todas as suas faculdades".

"O agressor reivindicou claramente o seu ato em nome do islão e do seu ódio aos judeus", sublinhou por sua vez Michèle Teboul, presidente do Conselho representativo das instituições judaicas de França (Crijf) em Marselha. "O professor foi golpeado com golpes de machado. Defendeu-se e perseguiu o assaltante durante 50 metros, colocando em fuga o seu agressor", referiu em comunicado.

Uma faca de 18 centímetros terá sido ainda encontrada na posse do jovem, que no momento da agressão terá pronunciado a frase "Allah Akbar" ("Deus é grande", em árabe), e durante os interrogatórios referiu que o seu ato foi feito "em nome do Islão".

Um responsável municipal de Marselha já pediu uma "presença policial ou militar mais significativa para tranquilizar a população" do bairro onde habita uma importante comunidade judaica, calculada em cerca de 70 mil pessoas nesta cidade junto ao Mediterrâneo.

Esta agressão ocorreu menos de dois meses após a de um outro professor judeu, com uma faca, no norte de Marselha.

Desde os atentados 'jihadistas' de janeiro de 2015, contra jornalistas, judeus e polícias, mais de 700 sinagogas, escolas judias e centros comunitários estão protegidos pelo exército ou polícia.

Lusa

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