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Líder da comunidade judaica de Marselha aconselha judeus a não usarem a kippa

O presidente da comunidade judaica de Marselha "incitou" hoje os judeus desta cidade do sudeste da França a "retirarem a kippa", um dia após a agressão com uma catana a um professor judeu.

© Jorge Lopez / Reuters

"Hoje, e perante a gravidade dos acontecimentos (...) é necessário tomar medidas excecionais, e para mim, a vida é mais sagrada que qualquer outro critério", declarou Zvi Ammar à agência noticiosa AFP.

O presidente do consistório israelita de Marselha aconselhou os seus seguidores a "retirarem a kippa durante este período turbulento e até melhores dias". "Estamos forçados a esconder-nos um pouco", explicou.

O autor da agressão, um adolescente de 15 anos de origem curda e nacionalidade turca, reivindicou perante os polícias ter agido "em nome de Alá" e do grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

O procurador antiterrorista de Paris ocupou-se do inquérito e o jovem foi transferido esta tarde para a sede da polícia antiterrorista na região parisiense. Na manhã de segunda-feira, atacou com uma catana um professor de 35 anos que usava a kippa e se dirigia para o estabelecimento privado onde leciona. O agredido defendeu-se e ficou ligeiramente ferido.

"Disse-lhe para parar de me bater mas continuava e pensei que não ia sair vivo", declarou ao jornal regional La Provence. Segundo o advogado, o seu cliente disse ter a impressão "que [o jovem] pretendia decapitar-me, mas a catana não estava suficientemente afiada".

O agressor era desconhecido da polícia e, segundo referiu o procurador de Marselha, Brice Robin, os serviços de informações franceses referiram que se radicalizou recentemente "via internet".

A comunidade judaica de Marselha, cerca de 70.000 dos 855.000 habitantes, é a segunda mais importante de França após Paris e a sua região, foi nos últimos meses alvo de duas outras agressões anti-semitas.

Desde os atentados 'jihadistas' de janeiro de 2015 em Paris, contra jornalistas, judeus e polícias, mais de 700 sinagogas, escolas judias e centros comunitários estão protegidos pelo exército ou polícia.

Lusa

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