sicnot

Perfil

Mundo

Puigdemont assume presidência catalã sem jurar fidelidade ao Rei nem à Constituição

O novo presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, assumiu hoje oficialmente o cargo sem jurar fidelidade ao Rei nem à Constituição espanhola, como é costume nas cerimónias deste tipo em todas as comunidades autonómicas espanholas.

© Albert Gea / Reuters

Numa sessão no Palácio da Generalitat (Governo regional catalão), a presidente do parlamento catalão, Carme Forcadell, formulou a habitual pergunta sobre se o responsável do cargo político aceita desempenhar as suas funções.

No entanto, Forcadell apenas aludiu à "fidelidade à vontade do povo da Catalunha e dos seus representantes no parlamento [regional]", sem referir o Rei, a Constituição espanhola ou mesmo o Estatuto da Catalunha (que rege a relação da região com o governo central).

Puigdemont respondeu apenas: "Sim, prometo".

O Rei de Espanha, Felipe VI, recusou-se na segunda-feira a receber a presidente do parlamento regional catalão (que em novembro aprovou uma resolução que dá início a um processo de independência da Catalunha).

Por outro lado, o decreto de nomeação do novo presidente catalão, publicado hoje no Boletim oficial, não agradece - como tem sido norma - os serviços prestados pelo presidente cessante, Artur Mas.

O presidente cessante aproveitou o seu discurso para sublinhar esse ponto.

"Eu sim, agradeço os serviços prestados por todos" os que o acompanharam nos anos que passou na presidência da Generalitat, disse Artur Mas.

Nas investiduras de 2010 e 2012, Artur Mas utilizou a fórmula "Sim, prometo, com plena fidelidade ao povo da Catalunha".

A lei estipula que os presidentes dos parlamentos catalães devem formular a seguinte pergunta: "Promete, pela sua consciência e honra, cumprir fielmente as obrigações do cargo de presidente da Generalitat da Catalunha, com fidelidade ao Rei, à Constituição, ao Estatuto da Catalunha e às instituições nacionais da Catalunha?".

Enquanto decorria a cerimónia de tomada de posse de Carles Puigdemont, várias centenas de pessoas - tanto apoiantes da independência catalã, como opositores - concentraram-se na praça em frente ao Palácio da Generalitat.

Carles Puigdemont foi o nome encontrado pelo partido Convergència Democrática de Catalunya para contornar a recusa do partido de extrema-esquerda CUP em apoiar Artur Mas para presidente.

Lusa

  • Carles Puigdemont empossado como presidente da Catalunha

    Mundo

    O presidente da Câmara Municipal de Girona e dirigente da Convergência Democrática da Catalunha sucede a Artur Mas que confirmou, este sábado, o seu afastamento da presidência do governo autonómico, desbloqueando as negociações entre o Juntos pelo Sim e a Candidatura de Unidade Popular.

  • Catalunha tem novo governo
    4:21

    Edição da Manhã

    As forças independentistas chegaram a acordo na Catalunha e elegeram um novo Presidente para a região, Carles Puigdemont, até agora autarca de Girona e forte defensor do separatismo catalão. Pedro Cordeiro, jornalista do Expresso, explicou na Edição da Manhã que a escolha de Carles Puigdemont pressiona os partidos espanhóis para que também a nível nacional se chegue a um acordo de Governo.

  • PSD está a "perder terreno" na escolha de candidato a Lisboa
    1:46

    País

    Quem o diz é Luís Marques Mendes: o PSD perde na demora da escolha de um candidato para a Câmara de Lisboa. O líder Passos Coelho rejeita apoiar a candidatura de Assunção Cristas e garante que o partido vai ter um candidato próprio. Segundo o comentador da SIC, o último convite foi dirigido a José Eduardo Moniz.

  • Trump não escreve todos os tweets, mas dita-os

    Mundo

    O Presidente eleito dos EUA não escreve todos os tweets que são publicados na sua conta desta rede social, mas dita-os aos seus funcionários. Numa entrevista a um ex-secretário de Estado britânico, Donald Trump explica como usa a sua conta e garante que depois de ser investido Presidente, vai continuar a usar o Twitter para defender-se da "imprensa desonesta".

  • Depressão pode ser mais prejudicial para o coração do que a hipertensão

    Mundo

    Um estudo recente estabelece uma nova ligação entre depressão e distúrbios cardíacos. De acordo com a investigação publicada na revista Atheroscleroses, o risco de vir a sofrer de uma doença cardíaca grave é quase tão elevado para os homens que sofram de depressão, do que para os que tenham colesterol elevado ou obesidade, e pode mesmo ser maior do que para os que sofram de hipertensão.