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Advogado de "El Chapo" denuncia "flagrante abuso de autoridade"

Um dos advogados do narcotraficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán, considerou, esta quarta-feira, um "flagrante abuso de autoridade" que o seu cliente não possa ver os seus defensores na prisão de alta segurança de Altiplano.

© Tomas Bravo / Reuters

O advogado Juan Pablo Badillo argumentou, em declarações à agência Efe, que "El Chapo" se encontra numa situação de "sequestro" na prisão para onde regressou após se ter evadido há meio ano porque as autoridades decidem com quem pode falar e por quanto tempo.

"É um flagrante abuso de autoridade, não lhe permitem o acesso aos seus advogados (...) porque o regulamento do estabelecimento prisional não o permite, o que é um absurdo", disse.

Fontes do Governo federal do México indicaram na noite de terça-feira que o narcotraficante não tinha recebido visitas desde que foi preso na sexta-feira passada.

Contudo, o ministro do Interior, Miguel Ángel Osorio, garantiu, esta quarta-feira, que esse isolamento não existe e, como consta no registo da prisão, na terça-feira, encontrou-se com um dos advogados.

Por outro lado, o causídico negou a possibilidade de o seu cliente ter dito a Sean Penn que distribui "mais heroína, metanfetaminas e cocaína do que qualquer outra pessoa no mundo", como o ator norte-americano afirmou no relato do encontro que manteve com "El Chapo" publicado pela revista Rolling Stone.

O advogado afirmou que Sean Penn deve provar as supostas declarações de "El Chapo" alegadamente feitas durante a conversa de sete horas que tiveram em outubro no noroeste do México graças à mediação da atriz mexicana Kate del Castillo.

É uma "barbárie, uma mentira, algo que foi pré-fabricado", disse o advogado, descrevendo o cliente como um homem "altamente inteligente e prudente" para ter feito esse tipo de afirmação.

Juan Pablo Badillo confirmou que, na semana passada, foram interpostos diversos recursos contra a extradição de "El Chapo" para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações por tráfico de droga, lavagem de dinheiro e homicídio, entre outros.

As autoridades mexicanas indicaram, na terça-feira, que o processo de extradição para os Estados Unidos do traficante de droga mexicano levará pelo menos um ano, se os seus advogados utilizarem todos os recursos legais.

O México, que se recusou até agora a extraditar "El Chapo", iniciou, no fim de semana, os trâmites para que aquele que era atualmente considerado o maior traficante de droga do mundo, detido na passada sexta-feira, responda perante a justiça norte-americana.

"El Chapo" foi capturado na sexta-feira em Los Mochis, no estado de Sinaloa, no noroeste do México, seis meses após a sua fuga de Altiplano, a 11 de julho, que humilhou o Presidente Peña Nieto, na altura em visita a França.

Esta foi a segunda vez que o narcotraficante escapou de uma prisão de alta segurança mexicana, depois de uma primeira evasão em 2001.

Lusa

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