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Charlie Hebdo levanta polémica com nova sátira sobre menino sírio afogado na Turquia

O semanário Charlie Hebdo, atacado há um ano por 'jihadistas' depois da publicação de uma caricatura do profeta Maomé, voltou a levantar polémica com uma nova sátira sobre um menino sírio afogado na Turquia e a crise dos refugiados.

Aylan Kurdi, um menino sírio de apenas 3 anos, foi uma das milhares de vítimas entre os migrantes que tentaram fugir a uma guerra da qual sempre se procuraram alhear.

Aylan Kurdi, um menino sírio de apenas 3 anos, foi uma das milhares de vítimas entre os migrantes que tentaram fugir a uma guerra da qual sempre se procuraram alhear.

AP

O caricaturista e diretor da publicação satírica francesa, Laurent Sourisseau "Riss", aproveitou o recente alarme causado por abusos sexuais e roubos em massa, na Alemanha, na noite da passagem do ano, e que têm como presumíveis autores requerentes de asilo, para imaginar o futuro da criança síria, de 3 anos, que se afogou numa praia da Turquia, caso a sua viagem para a Europa tivesse sido bem-sucedida.

"O que teria sido o pequeno Aylan se tivesse crescido? Abusador de mulheres na Alemanha", assinala o desenho, no qual se vê uma imagem da criança, cujo corpo apareceu em setembro numa praia da Turquia, juntamente com a de dois jovens a perseguirem várias raparigas.

Nas redes sociais apareceram diversas críticas à imagem, nas quais internautas acusam a publicação de racismo.

As piadas sobre Aylan já haviam custado ao Charlie Hebdo críticas, depois de o semanário ter parodiado, em setembro, a imagem do menino.

A nova sátira colheu, no entanto, também opiniões a elogiarem o humor da publicação.

No ataque de há um ano à redação do Charlie Hebdo morreram 12 pessoas, incluindo o antigo diretor Stépahne Charbonnier "Charb" e vários caricaturistas, como o veterano Jean Cabut "Cabu".

Lusa

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