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Revista Science divulga que astrónomos observam supernova mais potente

Astrónomos observam, há vários meses, a supernova (explosão de uma estrela em fim de vida) tida como a mais potente, com uma luminosidade 570 vezes mais intensa que a do Sol, divulgou hoje a revista Science.

Segundo os cientistas, a supernova ASASSN-15lh é 200 vezes mais potente do que a explosão típica destes corpos celestes, entre os mais brilhantes no Universo.

"ASASSN-15lh é a supernova mais potente alguma vez descoberta na história da humanidade, e o mecanismo explosivo e a fonte da potência da deflagração e da energia libertada permanecem um mistério, que nenhuma teoria da física consegue verdadeiramente explicar", sustenta um dos principais autores da descoberta, Subo Dong, professor de astronomia na Universidade de Pequim, na China.

Os astrónomos calculam que, no pico da explosão, a intensidade luminosa libertada pela supernova equivale a cerca de 20 vezes a de centenas de milhares de estrelas da Via Láctea, galáxia onde se situa a Terra.

A ASASSN-15lh, de acordo com os investigadores, é um exemplo excecional de supernova 'hiperluminosa', uma variedade rara de explosões de muito grande intensidade, provocada por certas estrelas moribundas.

A supernova em causa encontra-se numa galáxia longínqua e desconhecida, a cerca de 3,8 mil milhões de anos-luz da Terra, e foi detetada pela primeira vez em junho, por telescópios instalados no Chile.

A campanha de observações, com telescópios mais potentes, continuou.

Até à data, as supernovas 'hiperluminosas' tinham sido obervadas em galáxias pouco luminosas e de pequenas dimensões, onde as estrelas se formam muito mais rapidamente do que na Via Láctea.

A galáxia onde se localiza a ASASSN-15lh é muito maior e mais brilhante do que a Via Láctea.

Para os cientistas, este ambiente galáctico poderá explicar a 'hiperpotência' da supernova, através da formação de estrelas capazes de libertar enormes quantidades de energia.

Para clarificar estes e outros mistérios, os astrónomos vão fazer observações com o telescópio espacial Hubble.

Para Todd Thompson, professor de astronomia na Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, na origem da ASASSN-15lh pode ter estado um tipo de estrela de neutrões muito raro que criou um campo magnético muito intenso, convertendo toda a energia de rotação - da estrela sobre ela mesma - em luz.

Lusa

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