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Casal australiano raptado por jihadistas no Burkina Faso

Um responsável do grupo radical maliano Ansar Dine disse hoje à agência France Presse que os dois australianos raptados na sexta-feira, no Burkina Faso, estão com "jihadistas" do "Emirado do Saara", ligado à Al-Qaida do Magrebe Islâmico (AQMI).

© Joe Penney / Reuters

"Quatro combatentes do Emirado do Saara têm nas suas mãos dois australianos, uma mulher e um homem. Os dois cruzados estão vivos e em breve daremos pormenores", declarou o responsável do Ansar Dine, Hamadou Ag Khallini, num breve contacto telefónico com um jornalista da AFP em Bamako.

Segundo especialistas, o Emirado do Saara é o nome de um ramo da AQMI que opera no norte do Mali. A AQMI reivindicou o ataque ao hotel em Ouagadougou, iniciado na sexta-feira e que causou pelo menos 26 mortos.

Hamadou Ag Khallini disse que o sequestro e o atentado contra o hotel em Ouagadougou, "é obra dos mesmos 'mujaihidine' [combatentes da 'jihad']". "A luta contra os cruzados vai continuar noutros países inimigos do Islão", adiantou.

Segundo uma fonte dos serviços secretos do Burkina Faso contactada pela AFP, os australianos raptados são octogenários e originários de Perth (sudoeste da Austrália), que vivem desde 1972 em Djibo, no norte do Burkina Faso, na região do Sahel.

Segundo as autoridades burquinenses, o casal foi raptado em Baraboulé, na mesma região, fronteiriça ao Níger e ao Mali.

O Ansar Dine é um dos grupos 'jihadistas' que controlaram o norte do Mali desde finais de março de 2012 e até ao lançamento em janeiro de 2013 de uma intervenção militar internacional que continua.

Os 'jihadistas' foram perseguidos e dispersos, mas vastas zonas continuam a escapar ao controlo das forças malianas e internacionais.

Lusa

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