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Crianças "mineiras" de 7 anos extraem cobalto usado em smartphones

Há baterias de lítio de smartphones que contêm cobalto extraído em minas por crianças de 7 anos, sujeitas a violência, extorsão e intimidação. A denúncia é feita pela Amnistia Internacional.

reuters

Pelo menos 16 multinacionais - entre elas a Apple, a Microsoft e a Vodafone - usam baterias de lítio nas quais é usado cobalto das minas da República Democrática do Congo, revela uma investigação conjunta da Amnistia e da Afrewatch, uma ONG africana, citada pelo jornal The Guardian.

Foram entrevistados 90 adultos e crianças de cinco minas artesanais, que relataram jornadas de trabalho de 12 horas, sem qualquer proteção. O relatório afirma que as crianças mineiras, que chegam a ter 7 anos - carregam às costas cargas extremamente pesadas, sob calor intenso, sem máscaras ou luvas, para ganhar entre 1 a 2 dólares por dia.

Muitas destas crianças contaram ter sido espancadas pelos vigilantes e forçadas a pagar "multas" por polícias de minas não autorizados.

De acordo com o documento, a empresa chinesa Huayou Cobalt recebe cerca de 40% do mineral da República Democrática do Congo, processa-o e vende-o depois a fabricantes de baterias, fornecedores da Apple, Microsoft e Vodafone.

Em resposta às alegações, a Huayou Cobalt afirmou à Amnistia "não ter conhecimento de qualquer caso de trabalho infantil" pelos seus fornecedores.

A Apple, por seu turno, declarou estar a investigar se o cobalto usado nalguns dos seus produtos provém ou não do Congo.

"O trabalho infantil não é tolerado na nossa cadeia de fornecedores", respondeu. A Vodafone afirmou também desconhecer se o cobalto dos seus produtos é do Congo.

"O que é preocupante é que nenhuma das empresas que identificámos na nossa investigação consegue identificar onde é originado o cobalto usado nos seus produtos. Cerca de metade de todo o cobalto provém da República Democrática do COngo e nenhuma empresa pode dizer não ter conhecimento dos abusos dos direitos humanos e do trabalho infantil ligados à extração mineira na região", afirma um dos investigadores da Amnistia.

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