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França regista 600 mil mortes em 2015

A França registou 600 mil mortes em 2015, "o valor mais alto desde o período pós-guerra", devido ao envelhecimento da população, de uma epidemia de gripe e às condições meteorológicas, indicou hoje a agência francesa de estatísticas.

© Benoit Tessier / Reuters

Nos dados hoje disponibilizados, o instituto francês de estatísticas mencionou a estagnação do número de nascimento verificados no país, com o registo de 800 mil nascimentos em 2015, mas o grande destaque vai para o aumento acentuado do número de óbitos.

Segundo sublinhou Marie Reynaud, chefe dos estudos demográficos e sociais do instituto, foram registadas no ano passado mais 41 mil mortes no país, um aumento de 7,3 por cento face a 2014.

A mesma responsável frisou que este número de óbitos é o mais alto desde 1945.

"Este forte crescimento reflete o aumento das pessoas com 65 ou mais anos e as maiores taxas de mortalidade após os 65 anos", referiu o instituto, identificando ainda três episódios de saúde pública que terão influenciado este aumento da taxa de mortalidade: uma gripe no primeiro trimestre de 2015, uma onda de calor em julho e uma vaga de frio em outubro.

Consequentemente, a esperança de vida à nascença (número médio de anos que uma pessoa à nascença pode esperar viver) em França acabou por diminuir em 0,4 anos para as mulheres e 0,3 anos para os homens.

Em 2015, uma mulher em França pode esperar viver até aos 85 anos, enquanto um homem até aos 78,9 anos.

"Não podemos afirmar que esta situação marca o fim de uma tendência ascendente da esperança de vida", afirmou Marie Reynaud.

Durante os últimos 20 anos, a esperança de vida em França aumentou 3,1 anos para as mulheres e 5,1 anos para os homens.

A população francesa atingiu os 66,6 milhões de habitantes a 01 de janeiro do ano corrente, o que representou um aumento anual de 247 mil pessoas.

A população residente em França continua a envelhecer, com o avançar da idade das chamadas gerações dos 'baby-boomers' (as gerações nascidas entre 1946 e 1974).

A faixa etária das pessoas com 65 ou mais anos estabilizou nos 18,8% em janeiro, representando um aumento de 0,2% face aos valores anteriores.

Lusa