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Quase 1.200 rinocerontes mortos na África do Sul em 2015

A caça furtiva de rinocerontes continua ativa na África do Sul, com quase 1.200 rinocerontes mortos em 2015, indicaram hoje as autoridades sul-africanas.

(Reuters/Arquivo)

(Reuters/Arquivo)

© Mike Hutchings / Reuters

"Até ao final de dezembro de 2015, o número de rinocerontes mortos por caçadores furtivos foi de 1.175", afirmou a ministra dos Assuntos Ambientais da África do Sul, Edna Molewa, em declarações à comunicação social.

Apesar de representar um ligeiro decréscimo face a 2014, em que foram mortos 1.215 rinocerontes, o número ainda elevado de mortes é uma prova que esta atividade continua ativa e a responder à intensa procura de marfim e de corno de rinoceronte em mercados asiáticos ilegais, nomeadamente na China e no Vietname.

Estes produtos são procurados devido às suas alegadas propriedades medicinais. O corno de rinoceronte tem queratina, um dos componentes das unhas humanas, e é vendido em pó para tratamentos de cancro e de outras doenças.

O aumento do preço deste produto e a crise da caça furtiva provocou um debate na África do Sul sobre a eventual legalização da venda, numa tentativa de reprimir os lucros do mercado negro.

Um juiz sul-africano decidiu em novembro de 2015 suspender uma moratória que proibia a comercialização de cornos de rinoceronte, medida que tinha sido estabelecida em 2009.

O governo recorreu desta decisão, mas perdeu a causa numa audiência realizada na quarta-feira.

Alguns especialistas acreditam que o número real de mortes por caça furtiva é muito mais elevado, uma vez que muitas carcaças de animais não são recuperadas.

Na África do Sul devem existir cerca de 20 mil rinocerontes, cerca de 80% da população mundial desta espécie.

Lusa

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