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Livreiro desaparecido em Hong Kong encontrou-se com a mulher na China

Um dos cinco livreiros desaparecidos no final do ano em Hong Kong reuniu-se num local secreto na China com a mulher, através da qual fez chegar uma carta à polícia, na qual diz estar a cooperar "voluntariamente" numa investigação.

reuters

Segundo o jornal South China Morning Post, que teve acesso à carta entregue à polícia da antiga colónia britânica, Lee Bo, natural de Hong Kong e com passaporte britânico, esteve com a mulher, Choi Ka-ping, em local não revelado no interior da China, quase um mês depois de ter desaparecido do território.

O livreiro, funcionário da Causeway Bay Books e da editora Mighty Current, especializada na edição e venda de livros críticos do regime chinês, é um dos cinco editores que desapareceram no final do ano passado.

A sua mulher disse no sábado à polícia de Hong Kong que se tinha encontrado com o marido numa "pensão na parte continental" (da China), e entregou às autoridades policiais uma carta na qual o livreiro afirma estar a "participar numa investigação na qualidade de testemunha".

"Eu, Lee Bo, titular de um bilhete de identidade de Hong Kong, fui recentemente considerado desaparecido, e gostaria de fazer alguns esclarecimentos", começa a carta.

Na mesma, Bo afirma "apreciar realmente a preocupação da polícia", mas garante "não ter sido sequestrado e, de todo, preso na China por práticas de prostituição", como foi publicado anteriormente.

Sublinha que já esteve com a sua mulher e que se sente "livre e seguro" onde está, manifestando a esperança de que a polícia de Hong Kong "não continue a desperdiçar recursos com o seu caso" porque, segundo referiu, deslocou-se ao interior da China para "cooperar com uma investigação voluntariamente".

A mulher de Bo, de 65 anos, disse à polícia que o seu marido se encontra em bom estado anímico e de saúde, segundo um comunicado da polícia de Hong Kong divulgado na noite de sábado, que acrescenta que a esposa não deu mais detalhes sobre o local em que se encontrou com o marido nem o conteúdo da investigação na qual Lee diz estar a participar.

A carta de Bo, similar a outro manuscrito do livreiro dirigido à polícia no qual dizia estar na China há dias, é publicada uma semana depois de o seu colega Gui Minhai ter aparecido, a 17 de janeiro, na televisão estatal chinesa CCTV a confessar que se entregou a las autoridades pelo atropelamento e morte de uma jovem em 2004.

Familiares e amigos de Gui, que tem a dupla nacionalidade chinesa e sueca, assim como organizações e publicação através da Internet, mostraram-se céticas em relação ao conteúdo da gravação.

Os dois integram um grupo de cinco editores e livreiros de Hong Kong, juntamente com Cheung Ji-ping, Lui Bo e Lam Wing-kei, que desapareceram de forma misteriosa em outubro e dezembro passados.

Lusa

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