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Milhares de pessoas manifestam-se no Haiti exigindo a renúncia de Martelly

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje nas ruas da capital haitiana para exigir a renúncia do presidente do país, Michel Martelly, um dia depois do Conselho Eleitoral Provisório (CEP) adiar, sem data, a segunda volta das eleições presidenciais.

© Andres Martinez Casares / Reu

As manifestações, convocadas pela oposição, exigem ainda a renúncia dos membros da CEP, um organismo que consideram favorecer o candidato oficial e que já assistiu à renúncia de cinco dos seus nove integrantes, enquanto um sexto foi suspenso devido a suspeitas de corrupção.

Alguns dos líderes dos protestos disseram aos meios de comunicação social haitianos que se vão manter nas ruas até que Martelly e os atuais membros do CEP renunciem aos cargos.

A primeira ronda das eleições celebrou-se no passado dia 25 de outubro, enquanto a segunda ronda estava originalmente programada para o dia 27 de dezembro.

Os protestos foram vigiados por elementos da Polícia Nacional Haitiana (PHN), bem como da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

As autoridades informaram, além disso, que devido aos protestos e agitação nas ruas, foram suspensos na sexta-feira vários voos internacionais.

O CEP decidiu suspender a segunda volta das eleições presidenciais devido à insegurança no país, onde várias assembleias de voto foram incendiadas e alguns juízes do próprio organismo eleitoral receberam ameaças de morte.

A suspensão do escrutínio significa, a curto prazo, um triunfo para a oposição haitiana que reclamou a renúncia de Martelly e a criação de um Governo de transição que organize eleições "livres e democráticas" num máximo de 90 dias.

De acordo com a Constituição haitiana, Martelly deve deixar o poder a 07 de fevereiro, quando termina o mandato de cinco anos para o qual foi eleito.

Lusa

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