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Putin anuncia que vai alargar sanções contra a Turquia

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje que vai ampliar as sanções contra a Turquia no setor da construção, na sequência do derrube em novembro de um bombardeiro russo Su-24 na fonteira com a Síria.

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© RIA Novosti / Reuters

"Os atuais contratos [com empresas turcas] permanecem em vigor, mas as restrições nesse setor [da construção] vão ser ampliadas", disse Putin, citado pelos media locais.

No decurso de um encontro da sua plataforma eleitoral, a Frente Popular de toda a Rússia, o chefe do Kremlin assinalou a Rússia apenas não anulou todos os contratos com a Turquia para não prejudicar os interesses do país.

O líder russo calculou que cerca de 300 construturas turcas operam na Rússia, com um volume de contratos de 50 mil milhões de dólares (46,2 mil milhões de euros), alguns apenas vinculados às infraestruturas para o Mundial de Futebol de 2018, incluindo estádios, estradas e aeroportos.

"O Governo tomou a decisão de não assinar novos contratos com empresas turcas e isso decerto que permitirá ao nosso setor da construção aumentar a sua carteira de pedidos e exigirá novos quadros especializados", sublinhou.

Putin calculou em mais de 87.000 os postos de trabalho que poderão ser criados com o alargamento das sanções à Turquia, um país que nega uma desculpa formal e compensar a Rússia pelo derrube do bombardeiro russo na fronteira síria.

Como represália, Putin ordenou a aplicação de sanções económicas contra a Turquia, que incluem a suspensão de voos charter e das viagens dos operadores turísticos russos, a imposição de vistos, o congelamento de acordos comerciais e o embargo a produtos hortícolas e frutícolas.

O chefe do Kremlin considerou ainda "praticamente impossível" chegar a acordo com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que acusou de permitir "rédea solta" aos islamitas na Turquia.

Putin acusou ainda a Turquia de derrubar o avião russo para proteger as vias de abastecimento de petróleo que o grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) extrai dos territórios que controla no Iraque e na Síria, e que tem sido firmemente negado pelos responsáveis turcos.

Lusa

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