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Papa pede ao Irão que trabalhe para a paz no Médio Oriente

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O Papa Francisco pediu hoje ao Irão, ao receber pela primeira vez o presidente Hassan Rohani, para trabalhar para a paz no Médio Oriente, numa altura em que o país sai do isolamento internacional.

© POOL New / Reuters

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No final de um encontro de 40 minutos na biblioteca do Palácio Apostólico, Francisco, sorridente, despediu-se de Rohani, fazendo um voto de esperança na paz. "Peço-vos que rezeis por mim. Gostei muito deste encontro e desejo-lhe bom trabalho", respondeu, em farsi, o presidente iraniano.

O Papa Francisco pede com frequência aos seus convidados que rezem por si.

Para Rohani, esta visita ao Vaticano era uma etapa obrigatória numa série de encontros que marcam a reintegração do Irão na comunidade internacional.

O Vaticano sublinhou o "papel importante" do Irão, potência regional, numa altura em que as sanções impostas ao país foram suspensas a 16 de janeiro, na sequência de um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

O encontro permitiu "sublinhar o papel importante que o Irão é chamado a desempenhar, juntamente com outros países da região, na promoção de soluções políticas adequadas às problemáticas do Médio Oriente, para lutar contra a difusão do terrorismo e do tráfico de armas", afirmou o Vaticano em comunicado.

"A este respeito, foi recordada a importância do diálogo inter-religioso e a responsabilidade das comunidades religiosas na promoção da reconciliação, da tolerância e da paz", de acordo com o texto, numa referência à necessária reconciliação entre sunitas e xiitas, à oposição dos dois países que os representam - Arábia Saudita e Irão, respetivamente - e às repercussões do conflito entre os dois ramos do islão, na Síria, Líbano, Iraque e Iémen.

O Vaticano nunca escondeu a sua preocupação perante as crescentes tensões entre Riade e Teerão, ao mesmo tempo que é favorável à manutenção da pressão sobre o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, para que não coloque entraves a uma solução pacífica da guerra.

Para o Vaticano é essencial não recorrer a intervenções armadas, fazer atuar a diplomacia e acalmar os grupos armados apoiados pelo Irão.

O presidente Rohani respondeu a estas preocupações ainda antes de se reunir com Jorge Bergoglio.

Durante a manhã, num encontro com empresários italianos e iranianos, Rohani afirmou que o Irão não intervém nos assuntos internos de outros países e não pretende invadir qualquer país da região. Teerão é acusada de apoiar grupos armados na Síria e no Líbano.

"O Irão é o país mais seguro e mais estável de toda a região", garantiu.

O comunicado da Igreja Católica destacou ainda "os valores espirituais comuns" entre catolicismo e o islão xiita, e "o bom relacionamento" entre o Vaticano e o Irão, ao longo de 79 anos.

O antigo presidente iraniano Mohammad Khatami visitou, em 1999, o papa João Paulo II.

Na segunda-feira, Rohani e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, assistiram à assinatura de vários contratos, num montante global de cerca de 17 mil milhões de euros.

O presidente iraniano visita ainda o Coliseu em Roma, antes de partir para Paris, onde é esperado pelo homólogo francês, François Hollande, e onde tem previstos encontros com dezenas de empresários.

Lusa

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