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Três engenhos explosivos deflagraram perto do Parlamento da Venezuela

Três engenhos explosivos deflagraram hoje de manhã próximo da Assembleia Nacional, causando alarme, tendo a ação sido reivindicada pela organização Força Bolivariana de Libertação - Bolívar Vive (FBL).

(Reuters/Arquivo)

(Reuters/Arquivo)

© Marco Bello / Reuters

Num dos locais foram encontrados panfletos da FBL instando a população a não se conformar e ativar "comunas" para sair da crise económica venezuelana.

"Descartar as ilusões, preparar-se para os confrontos (...) esta operação consiste na detonação de engenhos com fins propagandísticos, nas proximidades da Assembleia Nacional, onde a nossa organização fixa posição pública sobre a situação política Nacional", lê-se ainda nos panfletos.

O documento denuncia que existe um "pacto para desmontar o processo bolivariano" e que desde o palácio presidencial de Miraflores estão a "soltar dólares para a oligarquia".

"Não há saída pacífica para a crise e eles sabem. Em todos os cenários possíveis (...) só o povo salva o povo, não é um Messias", afirma a FBL.

A oposição detém atualmente a maioria no parlamento e o porta-voz da aliança Mesa de Unidade Democrática (oposição), Júlio Borges, atribuiu as explosões à tentativa de criar pânico e medo, para ofuscar o debate de temas que o parlamento agendou para hoje, designadamente a produção de alimentos, a falta de medicamentos e a situação nas prisões.

"Quero dizer ao Governo e a quem faz este tipo de coisas, simplesmente por razões políticas, que não nos vão calar, nada nem ninguém, que o compromisso que temos de continuar em frente com a nossa agenda de mudança económica e social é absolutamente indeclinável", disse aos jornalistas.

As Forças Bolivarianas de Libertação - Exército Libertador ou Forças Patrióticas de Libertação Nacional, são uma organização guerrilheira venezuelana.

Fontes não oficiais dão conta que surgiram em 1992 como braço armado de vários grupos de esquerda e nacionalistas para impedir a entrada de paramilitares colombianos no país, pelas regiões fronteiriças.

Terão à volta de 4.000 combatentes ativos em Alto Apure (sudoeste de Caracas) e são frequentemente acusados de recrutar jovens venezuelanos.

Lusa

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