sicnot

Perfil

Mundo

Presidente ucraniano diz que Rússia continua a enviar tropas para o leste do país

O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, acusou hoje Moscovo de continuar a enviar tropas e armas para o conflito separatista no leste da Ucrânia, advertindo que o acordo de cessar-fogo negociado não está a ser plenamente cumprido.

(Arquivo/Reuters)

(Arquivo/Reuters)

© Alexander Ermochenko / Reuter

"É terrível que após o acordo de Minsk (...) continuamos a enfrentar graves problemas de segurança em Donbass", disse Petro Poroshenko, numa referência à região ucraniana pró-russa separatista, durante uma deslocação a Berlim, onde se encontrou com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Em fevereiro de 2015, Kiev e Moscovo assinaram um acordo de cessar-fogo, mediado pela França e pela Alemanha, em Minsk, capital da Bielorrússia. Um ano depois, confrontos esporádicos ainda são registados na linha da frente do conflito.

O chefe de Estado ucraniano acusou igualmente Moscovo de bloquear o acesso dos observadores internacionais da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) a todas as zonas do conflito separatista.

"Não é surpreendente, porque a Rússia continua a enviar tropas, armamento pesado e munições para Donbass, e não querem ter testemunhas dessas atividades", disse Poroshenko, ao lado de Merkel.

O Presidente ucraniano frisou que Kiev não pode ser o único lado a cumprir os acordos de Minsk, que incluíam um cessar-fogo e reformas na Ucrânia.

"Só o restrito respeito dos acordos de paz vai criar as condições para a adoção de decisões políticas difíceis mas necessárias pelo Parlamento ucraniano", afirmou Poroshenko, numa aparente referência ao projeto de autonomia para o leste da Ucrânia.

Esta é uma das matérias mais sensíveis para o Presidente ucraniano. Em agosto último, uma primeira votação no Parlamento sobre este assunto provocou graves tumultos, que levaram à morte de quatro polícias.

Ao lado de Poroshenko, a chanceler alemã recordou que os acordos de Minsk previam um cessar-fogo duradouro, o acesso dos observadores da OSCE a todas as zonas e reformas na Ucrânia.

"Infelizmente, ainda não temos um cessar-fogo duradouro", afirmou Merkel.

A chanceler também enfatizou que as sanções económicas impostas à Rússia só serão levantadas quando cumpridos os acordos assinados em fevereiro de 2015.

"Ainda não chegamos a essa fase", concluiu Merkel.

Moscovo e Kiev estão envolvidos numa crise sem precedentes desde que as forças pró-ocidentais chegaram ao poder na Ucrânia no início de 2014.

A situação entre os dois países agravou-se com a anexação russa da península da Crimeia, concretizada após um referendo fortemente contestado, e com o conflito com os separatistas pró-russos, grande parte nostálgicos da época da antiga União Soviética, na região leste da Ucrânia.

O conflito no leste ucraniano, o mais sangrento na Europa desde a guerra dos Balcãs na década de 1990, já fez mais de 9.000 mortos e cerca de 20 mil feridos desde abril de 2014, segundo as Nações Unidas.

Lusa

  • Cientistas testam útero artificial em cordeiros prematuros

    Mundo

    Um grupo de cientistas desenvolveu um útero artificial - o Biobag - que se assemelha a uma bolsa de plástico e que ajuda no desenvolvimento de cordeiros prematuros. O método foi testado nestes animais mas os cientistas do Hospital Pediátrico de Filadélfia, nos Estados Unidos, garantem que poderá vir a ser utilizado também em bebés que nascem prematuros.

  • Trump cria linha de apoio a vítimas de "extraterrestres criminosos"

    Mundo

    Quando o Governo norte-americano usa o termo "extraterrestre criminoso", refere-se a alguém que não é cidadão dos Estados Unidos da América e que foi condenado por um crime. Quando a mesma expressão é usada pelos utilizadores do Twitter, o significado é completamente diferente. Os internautas pensam na série Ficheiros Secretos e em discos voadores. Por isso, o lançamento de uma linha telefónica, por parte da Casa Branca, para as vítimas de "extraterrestres criminosos" só podia dar em confusão.

  • Casados há 69 anos, morrem de mãos dadas com 40 minutos de diferença

    Mundo

    Isaac Vatkin, de 91 anos, morreu cerca de 40 minutos depois de Teresa, de 89 anos, no passado sábado no Highland Park Hospital, no estado norte-americano Ilinóis. "Não queríamos que fossem embora, mas não podíamos pedir que partíssem de melhor maneira", afirmou o neto William Vatkin. O casal morreu no hospital poucos dias depois de celebrarem 69 anos de casados.