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Mais de 17.700 pessoas foram assassinadas em 2015 na Venezuela

Mais de 17.700 pessoas foram assassinadas em 2015 na Venezuela, anunciou hoje a Procuradora-Geral da República, apelando ao parlamento para reforçar o desarmamento da população e elaborar um novo Código Penal para prevenir os delitos.

© Carlos Garcia Rawlins / Reute

Luísa Ortega Díaz afirmou que "17.768 pessoas perderam a vida em 2015 por homicídio", durante uma sessão parlamentar em que apresentou um balanço anual da atividade do Ministério Público venezuelano correspondente ao ano passado.

Segundo a procuradora, a taxa de assassinatos no país é de 58,1 homicídios por cada 100 mil pessoas, sendo estes em 82% dos casos cometidos com armas de fogo, um indicador "absolutamente preocupante, porque confirma que existe na Venezuela um grave problema de violência delituosa".

Por outro lado, pediu ao parlamento para inspecionar os organismos de segurança do país, vincando que é "alarmante" o número de funcionários policiais que participam em delitos graves, como o sequestro, o roubo, extorsão, furto de viaturas e narcotráfico".

"Apesar disto, podemos garantir ao país que todos os delitos são tratados por igual pelo Ministério Púbblico, têm a mesma importância e isso permite que haja justiça", declarou.

Segundo Luísa Ortega Díaz, 1.312 polícias foram processados em 2015 por alegadas violações dos Direitos Humanos, dos quais 132 estão presos.

Também que foram registados 29 casos de funcionários envolvidos em torturas e outros 503 em maus tratos a cidadãos.

A procuradora afirmou que o parlamento, de maioria opositora ao Presidente Nicolás Maduro, "é o principal fórum político do país e órgão de expressão da democracia" e insistiu que aquele órgão de soberania deve promover um diálogo para a paz e para o desarmamento da população.

"As armas de fogo aumentam fortemente a ocorrência de homicídios. São instrumentos de alta capacidade letal. O desarmamento da população continua a ser um objetivo que devemos conseguir", vincou a magistrada.

A insegurança é uma das principais queixas dos cidadãos da Venezuela, afetando por igual tanto a nacionais como a estrangeiros radicados no país, entre eles a comunidade portuguesa, que tem cerca de um milhão de pessoas.

Lusa

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