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União Europeia disponibiliza 1,3 M€ para combater fome e seca em Angola

A União Europeia vai atribuir 1,3 milhões de euros para apoiar mais de 190.000 pessoas, sobretudo crianças, de comunidades afetadas pela seca das províncias do Cunene e da Huíla, no sul de Angola, foi hoje divulgado.

© Claudia Daut / Reuters

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, a União Europeia refere que a verba, a ser aplicada pela organização não-governamental Visão Mundial e o departamento nacional de nutrição do Ministério da Saúde de Angola, visa reduzir a mortalidade e morbilidade infantil causada pela desnutrição.

Com o referido valor vai ser proporcionado, durante um ano, a assistência nutricional a crianças com sintomas de malnutrição aguda ou moderada, nomeadamente menores de cinco anos.

A intervenção vai também permitir um aumento da capacidade de resistência das populações rurais, bem como do seu conhecimento das melhores práticas para a prevenção e tratamento da desnutrição infantil no futuro.

A União Europeia considera "alarmante" a situação de insegurança alimentar que enfrenta o sul de Angola, há alguns anos devido à falta de chuvas, particularmente as províncias do Cunene e da Huíla.

O apoio financeiro visa igualmente adquirir e distribuir alimentos terapêuticos e suplementares para os centros de nutrição, além das sessões de formação para o pessoal sobre a identificação e tratamento de crianças malnutridas.

Essa intervenção de emergência, adianta ainda a nota, vai ser complementada com atividades de desenvolvimento previstas no 11.º Fundo Europeu de Desenvolvimento, o maior instrumento de cooperação e financiamento da União Europeia em Angola, que se prolonga até 2020.

Com um financiamento total de 195 milhões de euros para intervenções nos setores da agricultura, água e saneamento e educação superior, a União Europeia pretende apoiar o Governo angolano no reforço da segurança alimentar e nutricional em Angola, dentro da sua estratégia global para acabar com a desnutrição infantil crónica mundial.

Lusa

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