sicnot

Perfil

Mundo

Detido no Japão presumível espião norte-coreano por alegada fraude

A polícia do Japão anunciou hoje que a sua unidade especial que lida com alegados casos de espionagem deteve um residente coreano sob a suspeita de fraude que, segundo os media locais, atuava como espião para a Coreia do Norte.

Líder da Coreia do Norte preside a encontro sobre corrupção e abuso de poder

Líder da Coreia do Norte preside a encontro sobre corrupção e abuso de poder

reuters

O Japão é particularmente sensível às atividades de espionagem da Coreia do Norte no país, dado que agentes de e com ligações ao país têm vindo a ser acusados de sequestrar cidadãos japoneses para servirem como professores de línguas para os seus espiões.

O Japão também tem uma grande população de residentes com nacionalidade coreana, descendentes do povo da península que ou emigraram para o Japão ou foram para lá levados para trabalhos forçados quando Tóquio controlava a região como sua colónia, entre 1910-45.

O suspeito, de 49 anos, foi detido na terça-feira por efetivos do departamento de segurança pública da polícia metropolitana de Tóquio -- que lida com crimes relacionados com espionagem e grupos políticos e religiosos violentos --, disse o porta-voz Kazufumi Suzuki à agência AFP.

Segundo Kazufumi Suzuki, a nacionalidade do suspeito foi registada como "coreana", o que significa que ele tem laços ancestrais na península coreana.

Ele é suspeito de ter usado o cartão de crédito que obteve ilegalmente para fazer comprar as partir de uma empresa de comércio 'online' em Tóquio.

É antigo professor associado de uma universidade pró-Pyongyang na capital nipónica e estava envolvido com atividades de espionagem que visam difundir a ideologia norte-coreana na Coreia do Sul e na China, segundo a agência Kyodo.

  • Europa num clima de tensão parecido ao dos anos que antecederam a 2.ª Guerra Mundial
    2:18

    Mundo

    O populismo e a demonização do outro estão a conduzir a Europa a um clima de tensão semelhante ao dos anos que antecederam a 2.ª Guerra mundial. A conclusão é do relatório anual da Amnistia internacional, que denuncia ainda que 2016 foi um ano de "implacável miséria e medo" para milhões de pessoas. Embalados pelo discurso do medo, vários governos recuaram nos direitos humanos.