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Fim das sanções "só resolve 40% dos problemas económicos do Irão"

O Presidente do Irão, Hasan Rohani, considera que o fim das sanções internacionais resolve apenas "40% dos problemas económicos" do país e que o resto vai depender dos esforços internos.

reuters

"Não se vai dar o caso de a economia se corrigir apenas através da interação com o exterior. Isso é só 40%, o resto são assuntos relacionados com a situação interna", afirmou, esta noite, num discurso transmitido pela televisão em que falou da recente visita à Europa, durante a qual alcançou vários acordos económicos e políticos.

Nesse sentido, Rohani pediu "vontade nacional" com vista ao desenvolvimento económico após o fim das sanções internacionais e manifestou a necessidade de "aproveitar as novas relações abertas com o mundo" em todos os domínios.

"O acordo nuclear criou novas condições nas relações com o mundo das quais temos de retirar proveito. Também se criaram novas condições para todas as atividades nos campos sociais e culturais", afirmou.

O Presidente felicitou a "nação iraniana" por ter conseguido libertar-se do estado de "sítio" imposto pelas sanções contra a sua economia, impulsionado por aqueles que "desejam mal" ao país.

"O objetivo do acordo era destruir este muro malvado. O fim destas sanções injustas permitirá aos iranianos ter uma vida melhor", realçou.

Rohani destacou que na nova etapa do país, o Governo vai facilitar a atração do investimento estrangeiro orientado para a produção.

"Decidiu-se que os investidores estrangeiros podem entrar no país e associar-se com os nossos investidores e a nossa indústria. O Governo facilitará a introdução no setor privado. Não vamos gastar as nossas receitas do petróleo nas indústrias do petróleo, gás, petroquímica, aço ou automóvel, mas apoiar a entrada de capital estrangeiro e os empresários locais".

Para isso, o Irão vai apostar na manutenção de "relações construtivas" com todo o mundo, e inclusivamente insistiu que se empresários dos Estados Unidos pretenderem investir no Irão e importar a sua tecnologia não encontrarão qualquer problema.

"Não esqueceremos os nossos amigos que estiveram connosco durante as sanções, mas não procuraremos vingança relativamente àqueles que não o fizeram. Veremos oportunidades com eles apesar de não se terem comportado corretamente", sublinhou.

Além disso, indicou que o seu executivo definiu uma meta de crescimento de 8% para o próximo plano quinquenal, que entra em vigor em março, com o novo ano iraniano, um valor que ajudará a resolver os problemas do desemprego e a elevada inflação que afetam o país.

A visita de Rohani foi a primeira de um Presidente iraniano em mais de uma década à Europa e teve como resultado na assinatura de dezenas de acordos económicos e comerciais no valor de dezenas de milhares de milhões de euros

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