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Mundo já reagiu ao lançamento do rocket da Coreia do Norte

A comunidade internacional condena o lançamento do rocket e admite que se trata de mais um teste com armamento. Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e Reino Unido já vieram dizer que se trata de um ato inaceitável que viola as resoluções das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU marcou uma reunião de urgência, ainda para o dia de hoje, para discutir esta questão. O lançamento deste foguetão acontece um mês depois de a Coreia do Norte ter feito um teste nuclear, a 6 de janeiro deste ano.

Comunidade internacional reage ao lançamento do rocket de longo alcancea da Coreia do Norte

Comunidade internacional reage ao lançamento do rocket de longo alcancea da Coreia do Norte

© KCNA KCNA / Reuters

EUA

Os EUA condenaram o lançamento hoje de um foguete de longo alcance pela Coreia do Norte e garantiram que tomarão "todas as medidas necessárias" para defender a sua segurança e a dos seus aliados perante as "provocações" de Pyongyang.

"O programa de mísseis e armas nucleares da Coreia do Norte representa uma séria ameaça aos nossos interesses - incluindo a segurança de alguns dos nossos aliados mais próximos - e mina a paz e a segurança na região", lê-se num comunicado da principal assessora para assuntos de segurança nacional do Presidente norte-americano, Susan Rice.

No mesmo texto, Susan Rice insta a comunidade internacional a manter-se unida para mostrar à Coreia do Norte que as suas ações "devem ter graves consequências".

Para os Estados Unidos, o lançamento do 'rocket' da Coreia do Norte é "desestabilizador e provocador".

No sábado, o Presidente norte-americano, Barack Obama, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, concordaram responder às "provocações da Coreia do Norte" com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU "com impacto".

"Os líderes salientaram a importância de uma resposta internacional forte e unida às provocações da Coreia do Norte, incluindo por meio de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU com impacto", precisou a Presidência norte-americana.

Japão

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, considerou hoje "absolutamente intolerável" o lançamento de um foguete ('rocket') de longo alcance pela Coreia do norte, que a comunidade internacional considera ser um teste de mísseis balísticos encoberto.

Abe sublinhou que o lançamento deste 'rocket' é uma "violação clara" das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Coreia do Sul

A presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, pediu hoje uma resposta dura das Nações Unidas ao lançamento de um foguete ('rocket') de longo alcance pela Coreia do Norte.

"O Conselho de Segurança das Nações Unidas devia tomar rapidamente medidas punitivas fortes", disse Park Geun-Hye numa declaração transmitida pela televisão.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se de urgência hoje em Nova Iorque por causa do lançamento de um 'rocket' de longo alcance pela Coreia do Norte, noticiou a agência AFP, citando fontes diplomáticas.

A reunião foi pedida pelos Estados Unidos e pelo Japão, membros do Conselho de Segurança, e pela Coreia do Sul.

Numa carta conjunta enviada à Presidência do Conselho de Segurança, citada pela AFP, EUA e Japão sublinham que "o lançamento hoje de um alegado 'satélite' pela Coreia do Norte viola resoluções da ONU" que proíbem Pyongyang de qualquer atividade balística ou nuclear.

China

China lamentou hoje o lançamento pela Coreia do Norte de um foguete ('rocket') de longo alcance que Pyongyang diz ter servido para colocar um satélite em órbitra mas a comunidade internacional suspeita ser um teste de mísseis balísticos.

"Em relação à insistência da RPDC [Coreia do Norte] de levar a cabo um lançamento de tecnologia míssil, com a oposição da comunidade internacional, a China manifesta pesar", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, citado numa nota.

A Coreia do Sul "tem o direito de usar pacificamente o espaço", mas esse direito "está limitado" por resoluções do Conselho de Segurança da ONU, acrescentou, apelando ao "diálogo" e pedindo "a todas as partes relevantes" para lidarem "com calma" com a situação.

A Coreia do Norte assegura que o lançamento que fez hoje do 'rocket' foi bem sucedido e que colocou em órbitra um satélite espacial de observação terrestre.

O anúncio do regime de Pyongyang foi feito através da televisão estatal norte-coreana e, segundo a mensagem que foi lida por uma apresentadora, o "satélite de observação da terra Kwangmyong 4" está em órbitra.

Rússia

A Rússia condenou o lançamento de hoje pela Coreia do Norte de um 'rocket' de longo alcance e considerou que este é "muito prejudicial" para a segurança regional, incluindo a de Pyongyang.

"É evidente que tais ações conduzem a um agravamento sério da situação na península coreana e na Ásia do nordeste no seu conjunto" e "é muito prejudicial para a segurança dos países da região, em particular e em primeiro lugar da própria Coreia do Norte", indicou o ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado.

A Rússia que é um dos raros aliados do regime mais isolado do mundo com o qual partilha uma fronteira, adiantou que Pyongyang manifestou uma vez mais "um desprezo imprudente pelas regras do direito internacional".

"O caminho escolhido por Pyongyang não pode senão suscitar um protesto firme", declarou o ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

"Nós recomendamos urgentemente aos dirigentes norte-coreanos para se questionarem se a política que consiste em opor-se à comunidade internacional interessa ao país", adianta o comunicado.

França

Paris denunciou como uma "provocação sem sentido" o lançamento por Pyongyang de um 'rocket' de longo alcance e pediu "uma reação rápida e severa da comunidade internacional no Conselho de Segurança", que se reúne hoje em Nova Iorque.

"A França denuncia com a maior firmeza a nova violação flagrante pela Coreia do Norte das resoluções do Conselho de Segurança. O lançamento do 'rocket' esta noite, um mês depois de um novo ensaio nuclear, é uma provocação sem sentido. A França apela a uma reação rápida e severa da comunidade internacional no Conselho de Segurança a partir de hoje", declarou o Eliseu num comunicado.

A Coreia do Norte anunciou hoje ter colocado com sucesso um satélite em órbita graças ao lançamento de um 'rocket' de longo alcance, largamente considerado como um teste de mísseis balísticos encoberto, que serve para sintonizar armamentos com capacidade para atingir o território norte-americano.

Peritos da Coreia do Sul estimam que o 'rocket' possa ter um alcance de mais de 10 mil quilómetros, uma distância superior à que separa a península coreana do território continental dos Estados Unidos da América.

Londres

Londres condenou hoje o lançamento pela Coreia do Norte de um 'rocket' de longo alcance e apelou para "uma resposta robusta" se Pyongyang continuar a violar as resoluções das Nações Unidas (ONU).

"Condenamos veementemente o lançamento do míssil pela Coreia do Norte", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado, citando várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU que proíbem a tecnologia dos mísseis balísticos.

Londres prometeu trabalhar com os aliados no sentido de dar "uma resposta robusta" se a Coreia do Norte continuar a violar essas resoluções.

A Coreia do Norte anunciou hoje que lançou um 'rocket' de longo alcance, às 09:00 locais (00:30 em Lisboa), que a comunidade internacional considera ser um teste de mísseis balísticos encoberto.

Peritos da Coreia do Sul estimam que o 'rocket' possa ter um alcance de mais de 10 mil quilómetros, uma distância superior à que separa a península coreana do território continental dos Estados Unidos da América.

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