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Cientista defende drogas psicoativas para melhorar saúde

Um investigador académico está a tentar convencer a comunidade científica e o Governo britânico de que as drogas psicoativas são boas para a saúde.

reuters

Ao fim de quase duas décadas a estudar a atividade humana, o diretor de investigação da Faculdade de Desporto e Ciências Fìsicas da Universidade de Kent - Samuelle Marcora - começou por concluir que a cafeína é uma ferramenta para os atletas, já que diminui a sua perceção de esforço e de desconforto e aumenta a resistência.

Da cafeína, o académico passou para o estudo de outro tipo de substâncias, geralmente proibidas, como os estimulantes sujeitos a receita médica, drogas derivadas da morfina e também opiáceos. Marcora quer que o Governo britânico autorize testes clínicos para perceber se elevadas doses destas substâncias ajudam as pessoas a aumentar os seus níveis de atividade física.

Os defensores, como Marcora, destas drogas dizem que quantidades controladas podem ser seguras e benéficas para a generalidade das pessoas saudáveis - uma ideia que já fez crescer um grupo de start ups de Silicon Valley que vendem os "nootrópicos" (químicos que poderão melhorar a cognição).

Para Marcora, o potencial de alívio de um problema de saúde pública - como a inatividade física - é um incentivo suficiente para o Governo britânico patrocinar a sua investigação sobre estas substâncias.

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