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Crise na Síria é "bem mais grave" do que estima a ONU

Duas organizações não-governamentais revelaram hoje que mais de um milhão de sírios vivem sequestrados em 46 localidades depois de quase cinco anos de guerra no país, considerando que a crise é "bem mais grave" do que estima a ONU.

© Yazan Homsy / Reuters (Arquivo)

Novos dados reunidos no projeto comum Siege Watch "mostram que há mais de um milhão de sírios que vivem cercados em várias zonas em Damasco e na região com o mesmo nome, bem como em Homs, Deir Ezzor e na província de Idlib", afirmaram a ONG holandesa PAX e a norte-americana The Syria Institute num relatório comum.

Estas 46 localidades reúnem 1.099.475 pessoas, na grande maioria sequestradas por tropas do regime, segundo o relatório. As pessoas envolvidas vivem com "risco acrescido de morte" devido à falata de nutrição, de eletricidade e de água corrente.

Estes dados foram reunidos por uma "grande rede de contactos nas localidades sequestradas" que trabalham para o projeto 'Siege Watch', adotado pela ONG holandesa em conjunto com a norte-americana The Syria Institute.

A crise na Síria das localidades sequestradas "é bem mais grave" do que o estimado pela ONU, refere o relatório.

Os últimos dados das Nações Unidas apontava para quase meio milhão de pessoas sequestradas, na maioria pelo regime sírio.

Segundo o relatório, o governo de Damasco utiliza a "estratégia da fome e da capitulação" de maneira sistemática através do país.

"O governo sírio e os seus aliados são de longe os responsáveis mais importantes de sequestros contra civis sírios", asseguram as duas ONG, adiantando que "em quase 50 localidades, apenas duas estão sequestradas por grupos armados da oposição", designadamente nas localidades de Foua e Kafraya na província de Idleb (noroeste).

"Uma terceira localidade, um conjunto de bairros na cidade de Deir Ezzor, está sequestrada pelo grupo do Estado Islâmico (EI) e pelo governo sírio", adiantam as ONG.

Nesta cidade do leste da Síria, cercada desde janeiro 2015, vivem mais de 200 mil pessoas.

Das 46 localidades, 36 estão à volta de Damasco.

Lusa

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