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Suécia vai voltar a pedir para interrogar Assange em Londres

A Procuradoria da Suécia anunciou hoje que vai voltar a pedir ao Equador para interrogar o fundador do Wikileaks, Julian Assange, na embaixada de Londres, independentemente da decisão da ONU que considerou a detenção arbitrária.

© POOL New / Reuters

"Quanto ao relatório publicado na semana passada, quero dizer que isso não muda nada relativamente à minha anterior avaliação do inquérito", afirmou em comunicado a procuradora encarregada do processo, Marianne Ny.

"A magistrada encarregada do processo trabalha atualmente num novo pedido de audição de Julian Assange na embaixada do Equador em Londres. Um pedido anterior foi rejeitado em janeiro pelo procurador-geral do Equador", lê-se no comunicado.

Um grupo de trabalho da ONU considerou na semana passada que Assange, refugiado desde junho de 2012 na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia, é vítima de "detenção arbitrária" e pediu à Suécia e ao Reino Unido a libertação e o pagamento de indemnizações ao australiano.

Os dois países rejeitaram as considerações da ONU, com o Reino Unido a evocar a obrigatoriedade de executar o mandado de detenção europeu e a Suécia a declarar o seu desacordo com a conclusão do grupo de trabalho, afirmando que a reclusão de Assange "é voluntária".

A Procuradoria sueca tenta há cinco anos interrogar Assange, acusado de violação em Estocolmo em agosto de 2010. O australiano nega a acusação e recusa ser extraditado para a Suécia por temer ser de lá enviado para os Estados Unidos, que o pretendem julgar pela divulgação de milhares de documentos militares e diplomáticos confidenciais.

Lusa

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