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Carly Fiorina abandona corrida das primárias republicanas à Casa Branca

A ex-diretora da empresa Hewlett Packard Carly Fiorina anunciou esta quarta-feira a sua retirada da corrida das primárias republicanas para a Casa Branca, um dia depois de se ter classificado em sétimo lugar no Estado de New Hampshire.

Aos 61 anos, a única mulher candidata às primárias republicanas é a nona pessoa a desistir da corrida desde setembro.

Aos 61 anos, a única mulher candidata às primárias republicanas é a nona pessoa a desistir da corrida desde setembro.

© Jim Young / Reuters

"Apesar de suspender hoje a minha candidatura, continuarei a deslocar-me pelo país para lutar em nome dos norte-americanos que se recusam a aceitar um 'statu quo' que já não funciona para eles", declarou Carly Fiorina em comunicado.

Aos 61 anos, a única mulher candidata às primárias republicanas é a nona pessoa a desistir da corrida desde setembro. Ela obteve apenas 4,1% dos votos na terça-feira nas primárias de New Hampshire e 1,9% na semana passada no Iowa.

Outros três candidatos desistiram na semana passada, após maus resultados no Iowa: Rand Paul, Mike Huckabee e Rick Santorum.

Restam sete na corrida à candidatura pelo Partido Republicano às eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos, mas o governador de Nova Jérsia, Chris Christie deverá igualmente anunciar o abandono ainda hoje, segundo o diário The New York Times, depois de ter terminado em sexto lugar no New Hampshire.

Os dois primeiros estados das primárias servem tradicionalmente de filtro para eliminar os candidatos mais fracos.

Carly Fiorina suscitou um breve entusiasmo em setembro passado, após uma boa série de debates televisivos que lhe deram notoriedade nacional, num ano em que os 'outsiders' da política estão na moda. Mas não conseguiu aumentar a votação, sendo o multimilionário Donald Trump o verdadeiro beneficiário da vaga antissistema.

Firmemente contra o direito ao aborto, Fiorina atacava duramente a democrata Hillary Clinton.

"Não deixem ninguém dizer-vos que devem votar de determinada forma ou num determinado candidato porque é uma mulher", declarou hoje Carly Fiorina.

Lusa

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