sicnot

Perfil

Mundo

FARC comprometem-se a acabar com recrutamento de crianças-soldado

Os guerrilheiros das FARC comprometeram-se, na quarta-feira, a acabar com o recrutamento de crianças-soldado, numa nova tentativa para fechar o acordo de paz que pretende pôr fim a um conflito de meio século na Colômbia.

© Ho New / Reuters

Durante as negociações, que decorrem em Cuba, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia já tinham prometido travar o recrutamento de combatentes com menos de 17 anos, mas o Governo colombiano considerou que a proposta não tinha a extensão necessária.

As autoridades internacionais e grupos de defesa dos direitos humanos definem que qualquer membro de uma força armada com menos de 18 anos é uma criança-soldado.

"De modo a avançar o mais rapidamente possível para o fim do conflito armado, comunicamos hoje [quarta-feira] ao país a nossa decisão de terminar o recrutamento daqueles que têm menos de 18 anos para as FARC", disse uma das negociadoras do grupo, Victoria Sandino, lendo um comunicado.

A notícia foi saudada pelo coordenador residente das Nações Unidas na Colômbia, Fabrizio Hochschild: "Isto leva-nos um passo mais perto do fim do conflito. Esperamos que as discussões em Havana continuem de modo a que raparigas e rapazes menores estejam fora das fileiras das FARC o mais rapidamente possível".

Os dois lados prometeram assinar um acordo de paz a 23 de março, terminando cinco décadas de conflito que levaram à morte de 220 mil pessoas.

Lusa

  • Incêndio de Setúbal "quase dominado"
    4:04

    País

    O incêndio que deflagrou segunda-feira em Setúbal está "quase dominado", segundo informações da presidente da Câmara. Maria das Dores Meira diz que não há feridos a registar e que os habitantes já vão regressando a casa. Para ajudar no combate ao fogo foram enviados meios de Lisboa.

  • "Lancei um tema que os portugueses há muito queriam discutir"
    11:26
  • Danos Colaterais 
    18:55
    Reportagem Especial

    Reportagem Especial

    Jornal da Noite

    Nos últimos oito anos a banca perdeu 12 mil profissionais. A dimensão de despedimentos no setor é a segunda maior da economia portuguesa, só ultrapassada pela construção civil. A etapa mais complexa da história começou em 2008, com a nacionalização do BPN. Desde então, as saídas têm sido a regra. A reportagem especial desta terça-feira, "Danos Colaterais", dá voz aos despedidos da banca.