sicnot

Perfil

Mundo

Mais um confronto entre Clinton e Sanders, agora sobre a saúde

Os aspirantes a candidatos democratas nas presidenciais norte-americanas voltaram na quinta-feira a encontrar-se num debate em que entraram em confronto na saúde, com Hillary Clinton a acusar Bernie Sanders de fazer propostas irrealistas e dispendiosas.

© Jim Young / Reuters

No debate em Milwaukee, Wisconsin, dois dias após as primárias no New Hampshire que o senador ganhou, os aspirantes a candidatos nas presidenciais entraram em confronto ao discutir o sistema de saúde, com a antiga secretária de Estado a pôr em causa o plano de Sanders para um sistema de pagamento único, que o senador defende que vai poupar dinheiro aos contribuintes.

"Com base em todas as análises que consegui encontrar, elaboradas por pessoas com simpatia pelo objetivo, os números não batem certo e muitas pessoas vão ficar numa situação pior do que estão agora", disse.

Clinton afirmou também que os planos de Sanders vão fazer aumentar o tamanho do Governo federal em cerca de 40%.

"Temos uma obrigação especial de ser claros sobre aquilo que defendemos, e é por isso que acho que não devemos fazer promessas que não podemos cumprir", apontou, sugerindo que o seu opositor deseja desmantelar o sistema de saúde criado por Barack Obama.

Sanders respondeu: "Lutei a vida inteira para garantir que a assistência médica é um direito de todas as pessoas".

"Não vamos desmantelar nada", insistiu, explicando que as famílias de classe média pagariam mais 500 dólares em impostos, recebendo dez vezes esse valor através da redução dos custos dos cuidados de saúde.

Sanders e Clinton entraram também em conflito em relação à política migratória.

"Eu votei a favor de uma reforma migratória integral quando estava no Senado. O senador Sanders votou contra", apontou Clinton, ex-senadora por Nova Iorque.

Sanders respondeu recordando que grandes organizações latinas também se opuseram à reforma naquela altura já que esta não garantia as condições laborais dos imigrantes e podia levar a casos de exploração. O senador por Vermont pediu também a regularização da situação de 11 milhões de ilegais que se calcula residirem nos Estados Unidos.

O processo eleitoral para as Presidenciais norte-americanas deste ano arrancou a 01 de fevereiro no Iowa.

Hillary Clinton venceu Bernie Sanders na eleição de delegados do Partido Democrata do Iowa, mas por uma margem mínima, uma vez que obteve 49,86%, a muito pouca distância dos 49,57% do seu adversário político.

Seguiu-se a votação no New Hampshire, esta semana, que Senders ganhou com uma vantagem de vinte pontos percentuais.

Nesta fase das primárias, são eleitos os delegados às convenções nacionais do Partido Democrata e do Partido Republicano em que serão nomeados os candidatos dos dois lados nas eleições para a Presidência dos EUA.

Após uma verdadeira maratona eleitoral, a eleição do próximo Presidente dos Estados Unidos, o 45.º da história norte-americana e o sucessor de Barack Obama, está agendada para 08 de novembro deste ano.

Lusa

  • Como não perder Barack e Michelle Obama nas redes sociais

    Mundo

    Sair da Casa Branca implica mais que reunir objetos físicos: é preciso guardar também os tweets, os posts e todo o conteúdo digital produzido nos últimos oito anos pelo Presidente dos EUA e pela primeira-dama. A equipa de Barack Obama já preparou tudo para que nada se perca do seu legado digital.

  • Portugueses querem contratar Obama

    Mundo

    Contratar Barack Obama. Pode parecer uma tarefa impossível, mas para a startup portuguesa Swonkie a única resposta a este desafio é "Yes We Can", mote da campanha presidencial de Obama de há nove anos.

  • Artista que criou poster de Obama quer invadir EUA com símbolos de esperança

    Mundo

    Shepard Fairey - o artista por trás do tão conhecido cartaz vermelho e azul "Hope" de Barack Obama, durante a campanha eleitoral de 2008 nos EUA - produziu uma série de novas imagens a tempo da tomada de posse de Donald Trump, na sexta-feira. Agora, o artista e a sua equipa querem manifestar uma posição política com a campanha "We The People", contra as ideias que o Presidente eleito tem defendido.