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Oposição síria defende que rebeldes armados devem decidir sobre cessar-fogo

O comité representativo dos principais grupos da oposição síria afirmou hoje que a proposta internacional para um cessar-fogo na Síria dentro de uma semana deve ser avaliada e decidida pelas forças rebeldes presentes no terreno.

Uma bomba que não explodiu na cidade tomada pelos rebeldes al-Ghariyah al-Gharbiyah.

Uma bomba que não explodiu na cidade tomada pelos rebeldes al-Ghariyah al-Gharbiyah.

© Alaa Faqir / Reuters

Os Estados Unidos, a Rússia e os seus aliados internacionais alcançaram um acordo de princípio, na noite de quinta para sexta-feira, que prevê um "fim das hostilidades" dentro de uma semana para tentar relançar as negociações de paz e acabar com a guerra na Síria.

Este acordo de cessar-fogo não se aplica aos bombardeamentos contra o grupo extremista Estado Islâmico e a Frente Al-Nusra, o braço sírio da Al-Qaida.

"O projeto de uma cessação temporária das hostilidades será analisada pelas fações rebeldes no terreno", disse George Sabra, um dos principais membros do Alto Comité de Negociações (HCN), órgão constituído por representantes dos principais partidos da oposição síria e dos grupos rebeldes.

Os rebeldes armados no terreno "são aqueles que vão decidir sobre a aplicação da trégua", acrescentou o representante.

Na rede social Twitter, o chefe do HCN, Riad Hijab, reforçou esta posição, ao escrever que qualquer decisão sobre esta trégua estará "condicionada ao acordo das fações das frentes norte e sul".

Para George Sabra, o relançamento das negociações de paz está condicionado a duas importantes questões: o apoio dos rebeldes armados a uma trégua e a aplicação de uma resolução da ONU que pediu o fim do cerco de várias cidades sírias e um acesso sem restrições da ajuda humanitária para os civis sírios.

Se estas duas questões se confirmarem, "a porta estará aberta para o relançamento das negociações [de paz] em Genebra", afirmou Sabra.

As negociações de paz entre o regime de Damasco e a oposição síria deviam ter começado em finais de janeiro em Genebra, Suíça, mas acabaram por ser adiadas para o próximo dia 25 de fevereiro.

O motivo que desencadeou este adiamento foi a ofensiva lançada pelo regime do Presidente sírio Bashar al-Assad, com o apoio da Rússia, contra a cidade de Alepo, no norte da Síria.

Esta ofensiva fragilizou as forças da rebelião e dezenas de milhares de pessoas foram obrigadas a fugir das respetivas casas. Milhares de deslocados tentaram posteriormente entrar na Turquia.

A guerra na Síria começou em março de 2011, após uma violenta repressão às manifestações pró-democracia naquele país. Atualmente, o conflito envolve um grande número de atores, nomeadamente grandes potências internacionais.

O conflito na Síria já causou mais de 260.000 mortos e milhões de deslocados.

Lusa

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