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Papa em visita ao México com escala em Havana

O papa Francisco inicia hoje a sua primeira viagem pontifical ao México e que se prolonga até quinta-feira, antecedida de uma escala em Havana para um encontro histórico com o patriarca ortodoxo russo Kiril.

© Tony Gentile / Reuters

O itinerário da viagem papal, como tem sido habitual, prevê que Francisco contacte com famílias, jovens, religiosos e autoridades, mas o argentino Jorge Bergoglio também se vai dirigir aos marginalizados de Ecatepec, uma zona metropolitana da Cidade do México densamente povoada, ao povo indígena de Chiapas e aos imigrantes de Ciudad Juárez, junto à fronteira com os estados norte-americanos do Novo México e o Texas, onde também deve visitar uma prisão.

Antes, e de forma algo inesperada, o papa fará uma escala na capital de Cuba num novo gesto de distensão dos conflitos seculares entre católicos e ortodoxos, para um encontro ecuménico com o patriarca Kiril, líder espiritual da influente igreja ortodoxa russa, e na companhia do Presidente cubano Raúl Castro.

No total, o primeiro papa latino-americano que visita o México durante quase seis dias desloca-se a quatro estados (estado do México, Chiapas, Michoacán e Chihuahua) e seis cidades, pronunciará cinco homilias, um 'angelus' e sete discursos.

Fortes medidas de segurança estão a rodear esta visita, com uma mobilização de 13.000 polícias federais e meios operacionais que incluem mais de mil veículos e 13 aeronaves. Em diversas ocasiões o papa vai deslocar-se em 'papamóvel'.

Após a escala em Havana, o avião da Alitalia aterrará na tarde de hoje na Cidade do México, onde será recebido pelo Presidente Enrique Peña Nieto, mas sem cerimónias nem discursos.

A receção oficial está prevista para sábado, num encontro entre o papa e o chefe de Estado no Palácio Nacional, a primeira mensagem à nação de Jorge Bergoglio na presença de responsáveis políticos, representantes da sociedade civil e do corpo diplomático.

Um dos pontos altos da visita será a deslocação a Ecatepec, nos arredores da capital federal, onde o pontífice deverá abordar o tema das "periferias humanas" num dos maiores municípios do país, com quatro milhões de pessoas e um elevado grau de marginalização, prevendo-se que celebre uma missa para mais de 500.000 pessoas.

As minorias indígenas e a importância em defenderem a sua identidade cultural e o meio ambiente em que habitam serão os temas da visita ao estado de Chiapas, que decorre a partir de segunda-feira, antes das deslocações ao estado de Michoacán, a Ciudad Juárez e a outras localidades do estado nortenho de Chihuahua, onde conclui a visita.

Na cidade fronteiriça de Juárez, o papa visitará o centro penitenciário "Cereso 3", que já foi considerado um dos mais perigosos do mundo e onde se encontram 3.000 presos, dos quais 700 poderão assistir ao discurso do papa.

A véspera do início da visita ficou no entanto assinalada por graves incidentes na prisão de Topo Chico em Monterrey, estado de Nuevo Léon (norte do México), que provocaram dezenas de mortos entre detidos e guardas prisionais.

Lusa

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