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Parlamento venezuelano vai investigar origens de Nicolás Maduro

O parlamento venezuelano, com uma maioria de forças da oposição, anunciou hoje que vai investigar as origens do Presidente Nicolás Maduro, para determinar se realmente nasceu em Caracas, e se a sua nacionalidade é a venezuelana.

Seth Wenig

O anúncio foi feito aos jornalistas pela deputada da oposição Delsa Solórzano, presidente da Comissão de Política Interior do parlamento venezuelano.

"Existem dúvidas (sobre a sua origem)", disse.

Segundo a imprensa venezuelana, desde que em 2006, quando Nicolás Maduro assumiu funções como ministro de Relações Exteriores da Venezuela, sugiram dúvidas de que Maduro poderia ter nascido na localidade colombiana de Cúcuta, próxima da fronteira colombo-venezuelana, apesar de as autoridades do país vizinho já terem dito ser falso um documento tornado público em 2013, seis meses depois de o sucessor de Hugo Chávez ter assumido funções como Chefe de Estado.

Esta semana, um grupo de militares reformados e opositores solicitou ao parlamento venezuelano que investigue a nacionalidade de Nicolás Maduro, num requerimento em que afirmam que o Chefe de Estado "é colombiano por nascimento", é "filho de mãe colombiana" e "residiu em território colombiano durante a sua juventude".

"As Forças Armadas Nacionais não podem permanecer indiferentes perante esta grave denúncia que, além de pôr em dúvida a figura do seu Comandante Chefe, põe em grave risco a segurança e defesa da Venezuela, sobretudo em momentos tão difíceis como estes, quando a nossa pátria sofre uma crise humanitária que ameaça a paz e a estabilidade da nossa nação", refere o documento enviado ao parlamento.

O documento afirma ainda que as Forças Armadas Venezuelanas têm mecanismos para determinar se o Chefe de Estado é "venezuelano por nascimento e sem outra nacionalidade".

Os requerentes terminam a missiva afirmando ficar à disposição do parlamento "para entregar indícios adicionais sobre a nacionalidade colombiana de Maduro".

A Constituição da Venezuela exige que os candidatos à Presidência da República sejam venezuelanos por nascimento e não possuam outra nacionalidade.

Lusa

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