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Libertados jornalistas norte-americanos detidos no Bahrein

As autoridades do Bahrein libertaram hoje os quatro jornalistas norte-americanos detidos no domingo passado quando faziam a cobertura jornalística das manifestações por ocasião do quinto aniversário da revolta popular naquele país, divulgaram os advogados dos repórteres.

© Hamad I Mohammed / Reuters

Segundo o Ministério Público deste reino do Golfo Pérsico, os jornalistas foram acusados de participar em reuniões ilegais e de perturbar o tráfego.

Mohamed al Yishi, um dos advogados dos jornalistas, referiu que os norte-americanos recusaram responder durante o interrogatório e rejeitaram as acusações.

O advogado acrescentou que os repórteres foram libertados sem fiança.

Os jornalistas foram detidos no domingo em Sitra, um subúrbio da capital Manama de maioria xiita que é um dos bastiões da contestação contra a dinastia sunita no poder.

Os repórteres estavam no local para fazer a cobertura jornalística das marchas comemorativas do quinto aniversário da revolta popular de 14 de fevereiro de 2011.

A par de países como a Tunísia e o Egito, o Bahrein foi um dos estados envolvidos na Primavera Árabe, a vaga de contestação popular que atravessou vários países do norte de África e do Médio Oriente.

Um dos jornalistas foi preso quando a polícia interveio para dispersar uma marcha, enquanto os outros três foram presos num posto de controlo à saída de Sitra, zona localizada numa pequena ilha.

A equipa de quatro jornalistas "freelance" viajou para o Bahrein ao serviço do jornal online norte-americano The Huffington Post, segundo testemunhas citadas pela agência noticiosa espanhola EFE.

Na segunda-feira, a polícia de Manama comunicou a detenção de quatro cidadãos norte-americanos, incluindo uma mulher.

Segundo as autoridades locais, os quatros norte-americanos tinham realizado "atos de violência e de sabotagem", bem como tinham "agredido membros das forças de segurança".

A polícia indicou ainda que alguns estavam a exercer a "atividade jornalística sem a autorização das autoridades".

O Bahrein limita a liberdade de imprensa e a entrada de jornalistas estrangeiros no seu território desde 2011, com o objetivo de enfraquecer a influência da oposição interna, que continua ativa mesmo com a forte repressão.

O reino é governado por uma monarquia sunita, mas a população do país é maioritariamente xiita e foi a grande impulsionadora da revolta de 2011 que exigia mais direitos e mais igualdade.

Lusa

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