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Células T eficazes contra o cancro mas efeitos secundários preocupam investigadores

Programar células para combater o cancro é já uma realidade e um sucesso, a acreditar nos dados revelados pelos investigadores da Universidade de Washington. O ensaio clínico feito a 29 doentes com leucemia linfoblástica aguda, em estado terminal, conseguiu uma taxa de sucesso de 94%. O problema são os efeitos secundários.

Stanley Riddell, médico oncologista responsável pelo estudo

Stanley Riddell, médico oncologista responsável pelo estudo

Antes e depois do tratamento com recurso à técnica CAR T. Na tomografia da direita pode ver-se uma massa tumoral no rim antes da terapia que usa as células T. A imagem da esquerda mostra o tumor em remissão, dois meses depois.

Antes e depois do tratamento com recurso à técnica CAR T. Na tomografia da direita pode ver-se uma massa tumoral no rim antes da terapia que usa as células T. A imagem da esquerda mostra o tumor em remissão, dois meses depois.

http://www.fredhutch.org/en/news.html

A equipa liderada pelo oncologista Stanley Riddell, da Universidade de Washington, detetou alguns problemas no ensaio. Vários doentes, em resposta ao tratamento, desenvolveram uma inflamação generalizada no corpo, também conhecida por Síndrome da Libertação de Citocinas. Tiveram de ser internados nos cuidados intensivos. Dois perderam a vida.

Os investigadores consideram, no entanto, estes riscos aceitáveis tendo em conta o prognóstico: doentes terminais, que esgotaram os tratamentos, e cuja esperança de vida era de apenas alguns meses.

Neste ensaio clínico participaram 29 pessoas com leucemia linfoblástica aguda. A equipa usou a técnica denominada por CAR-T: foram recolhidos os linfócitos T, modificados ou reprogramados para que reconhecessem as células do tumorais e injetados no paciente.

Depois foi esperar que o sistema imunitário tratasse do resto, ou seja, que linfócitos eliminassem as células doentes, tal como acontece numa gripe.
E aconteceu, 27 dos 29 doentes mostraram estar em remissão completa.

Sabe-se agora que as células T podem permanecer no organismo pelo menos 14 anos.

Desconhece-se, no entanto se esta terapia será também eficaz contra outros tipos de cancro com tumores sólidos, como cancro da mama.

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