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China diz que construções em ilha disputada se destinam à autodefesa

A China sublinhou hoje que as construções numa ilha disputada por vários países no Mar do Sul da China se destinam "à autodefesa", mas recusou confirmar ou desmentir se instalou mísseis terra-ar no mesmo território, como assegura Taiwan.

© POOL New / Reuters

"As construções, limitadas e necessárias à autodefesa, que a China construiu nesse território, estão em linha com o direito de proteção contemplado no direito internacional", afirmou o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, numa conferência de imprensa conjunta com a congénere australiana, Julie Bishop, em Pequim.

"Não constitui qualquer questão ou problema", concluiu.

As acusações de que a China instalou mísseis terra-ar numa ilha do arquipélago Paracel foram hoje confirmadas à agência Efe por fontes militares de Taiwan, que afirmaram que existem imagens de satélite que o atestam.

As mesmas fontes, que falaram sob a condição de anonimato, escusaram-se a facultar mais detalhes, mas sublinharam que a atividade da China na zona está a ser seguida com muita atenção.

Horas antes, a cadeia norte-americana Fox News informou que a China dispõe de um sistema de lançamento de mísseis terra-ar numa das ilhas do arquipélago, alegadamente rico em petróleo, cuja soberania é reivindicada por Pequim e Taipé e também pelo Vietname.

A Fox citou imagens capturadas por satélites do ImageSat International, nas quais se veem duas baterias de oito lançadores de mísseis terra-ar e um sistema de radares na ilha Woody, que faz parte do arquipélago Paracel.

Os mísseis chegaram na semana passada, já que as imagens de satélite mostram que uma praia estava vazia a 03 de fevereiro e que, a partir de dia 14, albergava os referidos dispositivos.

Lusa

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