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Coreia do Sul proíbe intercâmbios com o Norte

A Coreia do Sul anunciou hoje que proibiu todo o tipo de intercâmbio civil com a Coreia do Norte, incluindo ajuda humanitária, numa nova medida de pressão após o teste nuclear e de mísseis do regime de Kim Jong-un.

Centenas de sul coreanos manifestaram-se em Seul contra o último teste nuclear realizado pela Coreia do Norte.

Centenas de sul coreanos manifestaram-se em Seul contra o último teste nuclear realizado pela Coreia do Norte.

© Kim Hong-Ji / Reuters

"A partir de agora, o Governo não autorizará os intercâmbios com a Coreia do Norte devido ao ensaio nuclear e de mísseis", disse à agência Efe um representante do Ministério da Unificação, que confirmou que a restrição aplicar-se-á também às organizações não-governamentais que fornecem ajuda humanitária ao país vizinho.

Seul recusou 17 requerimentos pendentes de organizações e particulares para estabelecer contacto com a Coreia do Norte, que incluem pedidos de autorização para a realização de viagens transfronteiriças e o envio de materiais a partir da Coreia do Sul.

O Ministério da Unificação argumentou que as ações norte-coreanas criaram uma situação "grave", pelo que não se afigura adequado continuar a fomentar a cooperação.

Seul e Pyongyang aumentaram o intercâmbio desde o passado verão, após a assinatura de um acordo de reconciliação, e em finais do ano passado tiveram lugar vários encontros de cariz civil e religioso, e foram enviados alimentos e fertilizantes para a Coreia do Norte a partir do vizinho Sul.

Ao longo de 2015, as trocas entre as Coreias (incluindo as operações no complexo industrial conjunto de Kaesong) totalizaram 2.700 milhões de dólares (2.400 milhões de euros), e os envios estatais ou privados da Coreia do Sul de ajuda humanitária ascenderam a 22 milhões de dólares (19,7 milhões de euros).

Por outro lado, Seul pediu hoje aos sul-coreanos para evitarem restaurantes norte-coreanos no estrangeiro por motivos de segurança, uma medida que parece ter como objetivo atacar outra das fontes de dividas do regime de Pyongyang.

Nos últimos anos, as visitas aos cada vez mais estabelecimentos de comida norte-coreanos, supostamente operados pelo regime de Kim Jong-un, têm-se popularizado entre os turistas e os emigrantes sul-coreanos em Pequim e em outras cidades asiáticas.

A Coreia do Norte realizou a 06 de janeiro o seu quarto teste nuclear, e a 07 de fevereiro lançou um satélite para o Espaço, numa ação considerada pela comunidade internacional como um ensaio encoberto de mísseis balísticos, algo que violaria resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Seul já tomou outras medidas como resposta, tal como encerrar o complexo conjunto de Kaesong e intensificar os exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos, enquanto o Conselho de Segurança da ONU decide que sanções aplicar à Coreia do Norte.

Lusa

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